Pompeo: EUA não cruzarão os braços quanto as ações da Rússia na Venezuela

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ligou para o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir a situação na Venezuela, e ameaçou que os Estados Unidos e os países da região não ficarão de braços cruzados à medida que a Rússia exacerba as tensões na Venezuela"; afirmação foi feita após a Rússia enviar um grupo de militares para Caracas para discutir a cooperação bilateral da indústria de defesa

Pompeo: EUA não cruzarão os braços quanto as ações da Rússia na Venezuela
Pompeo: EUA não cruzarão os braços quanto as ações da Rússia na Venezuela (Foto: REUTERS/Eloisa Lopez)

Sputnik - O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ligou para o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir a situação na Venezuela, informou o vice-porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino, sobre conversa telefônica entre os dois líderes.

"O secretário de Estado, Michael R. Pompeo, ligou para o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, hoje, 25 de março, sobre a situação na Venezuela", declarou Palladino.

Durante a conversa, Pompeo disse a Lavrov que os Estados Unidos não ficariam de braços cruzados com relação às ações da Rússia na Venezuela.

"O secretário disse ao ministro russo de Relações Exteriores, Lavrov, que os Estados Unidos e os países da região não ficarão de braços cruzados à medida que a Rússia exacerba as tensões na Venezuela", ponderou Palladino no comunicado.

"A contínua inserção de militares russos para apoiar o regime ilegítimo de Nicolás Maduro na Venezuela pode prolongar o sofrimento do povo venezuelano que apoia esmagadoramente o presidente interino Juan Guaidó", acrescentou.

Até o momento, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia ainda não se pronunciou sobre a ligação de Pompeo para Lavrov.

Um grupo de militares russos chegou à capital venezuelana de Caracas para participar de consultas com autoridades do governo do país sobre a cooperação bilateral da indústria de defesa, afirmou uma fonte diplomática em Caracas à Sputnik.

A Venezuela vem sofrendo de uma grave crise política há cerca de dois meses, depois que o líder da oposição do país, Juan Guaidó, proclamou-se ilegalmente presidente interino, contestando a reeleição do presidente venezuelano Nicolás Maduro no ano passado.

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