Prefeito de Milão admite erro na campanha anti-quarentena. Resultado após um mês: 4,4 mil mortos

Giuseppe Sala, prefeito de Milão, admitiu que a campanha "Milão não para" foi um erro. A campanha foi lançada no começo da crise do coronavírus na Itália e é idêntica à campanha promovida por Bolsonaro no Brasil

Militares usam máscaras na Catedral de Milão: ponto turístico foi fechado após surto de coronavírus na região
Militares usam máscaras na Catedral de Milão: ponto turístico foi fechado após surto de coronavírus na região (Foto: Flavio Lo Scalzo/Reuters)

247 - O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu, nesta quinta-feira (26/3), que errou ao apoiar a campanha "Milão não para", lançada há um mês. A campanha estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. 

A reportagem do jornal Correio Braziliense destaca que "no início da divulgação da hashtag na internet, em 26 de fevereiro, a Lombardia, região setentrional da Itália, tinha 258 pessoas infectadas pelo vírus, e o país inteiro contabilizava 12 mortes.

A matéria ainda informa que "hoje, Milão é a província da Itália mais atingida pela Covid-19, registrando 32.346 casos de pessoas contaminadas e 4.474 óbitos, de acordo com balanço da Defesa Civil divulgado nesta quinta-feira, 26 de março. Em termos quantitativos, a cidade abriga 40,1% da população italiana acometida pela doença, representando 54,4% das mortes no país."

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