Presidente de Israel se revolta com Bolsonaro por sugestão de perdão ao Holocausto

Mesmo mantendo uma política de submissão total aos interesses de Israel, Jair Bolsonaro atraiu a ira das autoridades israelenses, ao dizer que o Holocausto, que foi o genocídio de judeus na Segunda Guerra, poderia ser perdoado. "Nunca perdoaremos e nunca esqueceremos", afirmou o chefe de Estado de Israel, Reuven Rivlin. O político também advertiu que os israelenses nunca cooperarão com aqueles que negarem a verdade ou "tentarem apagar isso da memória", quer sejam indivíduos, grupos, "líderes partidários ou chefes de Estado"

Presidente de Israel se revolta com Bolsonaro por sugestão de perdão ao Holocausto
Presidente de Israel se revolta com Bolsonaro por sugestão de perdão ao Holocausto

Sputinik – O chefe de Estado de Israel, Reuven Rivlin, juntou-se aos críticos do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente disse que os crimes do Holocausto podem ser perdoados, mas nunca esquecidos.

"Ninguém vai pedir o perdão do povo judeu, e isso nunca pode ser comprado em nome de interesses [...] O que [os nazistas] fizeram conosco está gravado em nossa memória, na memória de um povo antigo", disse recentemente Rivlin no Twitter, segundo o The Times of Israel.

O político também advertiu que os israelenses nunca cooperarão com aqueles que negarem a verdade ou "tentarem apagar isso da memória", quer sejam indivíduos, grupos, "líderes partidários ou chefes de Estado".

"Nunca perdoaremos e nunca esqueceremos", twittou o líder israelense, jurando que os judeus "sempre lutarão contra o antissemitismo e a xenofobia".
O presidente de Israel também alertou os políticos contra "desvios para o território dos historiadores", que são responsáveis por pesquisar e descrever o passado. Segundo ele, os líderes políticos devem assumir a sua própria responsabilidade de "moldar o futuro".

Os comentários de Rivlin ecoaram uma declaração crítica emitida pelo museu oficial do memorial do Holocausto de Israel (Yad Vashem), dizendo, conforme citado pela mídia: "Não cumpre a ninguém determinar se os crimes do Holocausto podem ser perdoados".

Já o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, tomou o partido do presidente brasileiro, alertando que quem tentar desacreditar "as palavras de um grande amigo do povo e do governo de Israel" não terá sucesso.

O diplomata afirmou que as palavras de Bolsonaro "deixaram claro seu total repúdio pelo maior genocídio da história, que foi o Holocausto".

"Em nenhum momento de seu discurso o presidente mostrou desrespeito ou indiferença em relação ao sofrimento judaico", publicou o embaixador no Facebook.

Bolsonaro, considerado um firme apoiador de Israel e de seu primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, provocou debates com sua declaração durante a reunião de quinta-feira (11) com pastores evangélicos no Rio de Janeiro.

"Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase. Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro", disse o presidente, acrescentando que é preciso agir para garantir que o Holocausto não se repita.

Durante a sua viagem a Israel, Bolsonaro além de assinar acordos e documentos sobre defesa, cibersegurança e cooperação policial junto com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, também visitou o memorial do Holocausto.

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