Quase 400 morrem na África em ataques de milícias

Mortes ocorreram em Bangui, capital da República Centro-Africana nos últimos três dias, quando começaram os ataques das milícias contra civis; mesmo com a presença de tropas francesas, clima continua tenso; país mergulhou no caos desde o golpe de estado que aconteceu em março

www.brasil247.com - Seleka soldiers drive a military vehicle during fighting in Bangui, Central African Republic, December 5, 2013. REUTERS/Emmanuel Braun (CENTRAL AFRICAN REPUBLIC - Tags: POLITICS CIVIL UNREST)
Seleka soldiers drive a military vehicle during fighting in Bangui, Central African Republic, December 5, 2013. REUTERS/Emmanuel Braun (CENTRAL AFRICAN REPUBLIC - Tags: POLITICS CIVIL UNREST) (Foto: Valter Lima)


Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
 
*Com informações da Lusa

Brasília – Quase 400 pessoas morreram em Bangui, capital da República Centro-Africana nos últimos três dias, quando começaram os ataques das milícias contra civis. O balanço foi divulgado hoje (8) pelo chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius ao acrescentar que a tranquilidade está sendo retomada na região. 

Fabius admitiu que ainda existem ocorrências de violência e abuso de autoridades em alguns pontos de Bangui, mas informou que as operações do exército francês estão em curso e que as ações para desarmamento devem começar em breve. 

Funcionários da Cruz Vermelha Centro-Africana anunciaram ontem (7) que o número de mortos já chegava a 300. Mesmo com a presença de tropas francesas na cidade, a situação continuou tensa no sábado. Os ataques começaram logo depois que a Organização das Nações Unidas autorizou a intervenção militar francesa na região para proteger a população e restaurar a ordem local. Integrantes de milícias de autodefesa cristãs "Anti-Balaka”, que apoiam o presidente deposto François Bozizé realizaram ataques e foram combatidos pelas forças de segurança que seguem apoiadas pela milícia muçulmana Séléka.

A República Centro-Africana com 4,5 milhões de habitantes, mergulhou no caos desde o golpe de estado, em março, liderado pela coligação rebelde Séléka.

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