Referendo: polícia espanhola prende autoridades catalãs

 A polícia espanhola prendeu o secretário-geral do Ministério da Economia da Catalunha, nesta quarta-feira, durante sua primeira operação contra autoridades da região antes de um referendo de independência não autorizado pela Justiça da Espanha, disseram fontes do governo catalão; centenas de manifestantes se reuniram diante dos escritórios do Ministério da Economia catalão, no centro do distrito turístico de Barcelona, gritando “Não passarão” e “Nós votaremos”, disse uma testemunha da Reuters

 A polícia espanhola prendeu o secretário-geral do Ministério da Economia da Catalunha, nesta quarta-feira, durante sua primeira operação contra autoridades da região antes de um referendo de independência não autorizado pela Justiça da Espanha, disseram fontes do governo catalão; centenas de manifestantes se reuniram diante dos escritórios do Ministério da Economia catalão, no centro do distrito turístico de Barcelona, gritando “Não passarão” e “Nós votaremos”, disse uma testemunha da Reuters
 A polícia espanhola prendeu o secretário-geral do Ministério da Economia da Catalunha, nesta quarta-feira, durante sua primeira operação contra autoridades da região antes de um referendo de independência não autorizado pela Justiça da Espanha, disseram fontes do governo catalão; centenas de manifestantes se reuniram diante dos escritórios do Ministério da Economia catalão, no centro do distrito turístico de Barcelona, gritando “Não passarão” e “Nós votaremos”, disse uma testemunha da Reuters (Foto: José Barbacena)
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Reuters - A polícia espanhola prendeu o secretário-geral do Ministério da Economia da Catalunha, nesta quarta-feira, durante sua primeira operação contra autoridades da região antes de um referendo de independência não autorizado pela Justiça da Espanha, disseram fontes do governo catalão.

Centenas de manifestantes se reuniram diante dos escritórios do Ministério da Economia catalão, no centro do distrito turístico de Barcelona, gritando “Não passarão” e “Nós votaremos”, disse uma testemunha da Reuters.

Os esforços da polícia para impedir uma votação sobre uma eventual separação da Espanha no dia 1º de outubro se intensificaram nos últimos dias, à medida que a região rica do nordeste espanhol não dá sinais de que suspenderá o referendo, que o governo central afirma ser ilegal.

A polícia realizou buscas nos escritórios dos ministérios catalães da Economia, Interior, Relações Exteriores, Assistência Social, Telecomunicações e Arrecadação Fiscal, disseram as fontes. Doze autoridades locais de primeiro escalão foram presas, noticiou o jornal La Vanguardia.

A polícia confirmou estar realizando operações ligadas ao referendo proibido, mas não deu detalhes. O líder da Catalunha, Carles Puigdemont, afirmou nesta quarta-feira que o governo espanhol interviu no governo da Catalunha.

“Nós condenamos e rejeitamos a atitude antidemocrática e totalitária do Estado espanhol... passou do limite que os separava de um regime repressivo”, disse Puigdemont, em coletiva de imprensa, na cidade de Barcelona.

Puigdemont reiterou seu pedido para que catalães “defendam a democracia” e votem em massa no referendo.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu a votação depois que Madri questionou sua legalidade. O governo central espanhol sustenta que o plebiscito vai de encontro à Constituição de 1978, que determina que o país é indivisível.

A polícia, que agiu obedecendo mandados judiciais, aumentou as batidas em gráficas, redações de jornais e empresas particulares de entrega nos últimos dias em busca de materiais de divulgação de campanha, manuais de instrução para as seções de votação e urnas.

Na terça-feira a Guarda Civil espanhola, uma força de polícia nacional, apreendeu mais de 45 mil envelopes armazenados em caixas de papelão que o governo catalão estava pronto para enviar para notificar as pessoas nos arredores da Catalunha sobre o referendo.

Os primeiros de centenas de prefeitos catalães também foram forçados a comparecer diante do Procurador-Geral do Estado na terça-feira depois de anunciarem seu apoio à consulta popular.

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