Rússia denuncia provocação militar ucraniana

As tensões aumentaram no Leste da Europa, com o anúncio de provocações pelo presidente da Ucrânia contra a Rússia; chanceler Serguei Lavrov promete resposta mas não quer entrar em conflito generalizado

Rússia denuncia provocação militar ucraniana
Rússia denuncia provocação militar ucraniana (Foto: REUTERS/Sergei Karpukhin)

247, com Prensa Latina - O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, denunciou na segunda-feira (17) a preparação pela Ucrânia de uma provocação na Crimeia no final do ano, e negou que a Rússia esteja disposta a um conflito com esse país.

O presidente ucraniano Piotre Poroshenko planeja uma provocação militar na fronteira da Rússia, no limite da Crimeia, nos próximos dias, declarou Lavrov. Moscou responderá de forma contundente a Kiev, caso realize ações provocativas, afirmou. Mas considerou que Moscou evitará uma guerra com a Ucrânia.

Trata-se de nosso país, de nossa fronteira e de nenhuma forma permitiremos que Poroshenko tente, como ele afirma, violar os direitos do povo da Crimeia, obtidos em respeito ao direito internacional, comentou.

Em março de 2014, a maioria avassaladora da população da Crimea e na zona especial de Sebastopol se pronunciou a favor da saída da Ucrânia e do posterior retorno à jurisdição russa.

Temos informação de que o mandatário ucraniano debate com as nações que protegem e estimulam seu governo sobre como realizar a provocação, adiantou o chanceler russo ao jornal Komsomolskaya Pravda.

Aconselharam Poroshenko a manter um conflito de baixa intensidade para acusar a Rússia de uma suposta agressão e com isso justificar no Ocidente a implementação unilateral de sanções, explicou Lavrov.

Mas tais ações nunca devem chegar ao lançamento de uma ofensiva que provoque uma resposta massiva da Rússia, comentou Lavrov, em referência aos conselhos que o Ocidente teria dado ao chefe de Estado ucraniano.

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