Seguranças de Guaidó são flagrados tentando vender fuzis roubados do exército

Guarda-costas do líder opositor venezuelano foram detidos com armas roubadas durante última tentativa de golpe, em abril; armamento seria vendido por um total de 35 mil dólares.

(Foto: Foto: Reuters)
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Brasil de Fato - Dois membros da equipe de segurança do líder opositor da Venezuela, Juan Guaidó, foram detidos na sexta-feira (12) negociando a venda de cinco fuzis roubados das forças armadas do país, informou no sábado (13/07) o ministro de Comunicação e Informação venezuelano, Jorge Rodríguez.

Em transmissão em rede nacional, Rodríguez apresentou fotos, áudios e vídeos demonstrando que Erick Sánchez e Jason Parisi Castrillo eram guarda-costas de Guaidó, presidente da Assembleia Nacional venezuelana que se autoproclamou “presidente encarregado” do país no início do ano. Os dois foram detidos no momento em que tentavam vender o armamento roubado da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e utilizado durante a última tentativa de golpe sofrida pelo governo de Nicolás Maduro, no dia 30 de abril.

Parisi é treinador, em uma academia de escoltas que se transferiu para o Peru, de técnicas policiais baseadas nas Unidades de Armas e Táticas Especiais (SWAT) dos Estados Unidos. Já Sánchez tem credenciais da Assembleia Nacional e assumiu, na sua confissão, que trabalha com Guaidó há três meses. Ambos foram vistos em mais de uma ocasião fazendo a segurança do deputado opositor e presidente da Assembleia Nacional. Além dos dois guarda-costas, também foi preso em flagrante Eduardo Javier García, primo de Sánchez.

A operação que prendeu os três homens na sexta-feira foi coordenada pelo Ministério Público e confiscou também os cincos fuzis AK-103, registrados com número de série, e dez carregadores que pertenciam à Guarda do Palácio Federal Legislativo. O armamento seria vendido por um total de 35 mil dólares.

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