Separatistas da Catalunha deixam prisão pedindo independência da região

"Anistia é o que queremos, e a conseguiremos", disse Carme Forcadell, ex-presidente do Parlamento catalão, ao sair de uma prisão de Barcelona

Líderes separatistas catalães deixam prisão em Sant Joan de Vilatorrada após indulto do governo da Espanha. 23/06/2021
Líderes separatistas catalães deixam prisão em Sant Joan de Vilatorrada após indulto do governo da Espanha. 23/06/2021 (Foto: REUTERS/Albert Gea)
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Reuters - Portando um cartaz que exigia "liberdade para a Catalunha", líderes separatistas que foram presos devido ao seu papel em uma tentativa de independência fracassada de 2017 saíram da prisão nesta quarta-feira (23) depois de receberem indultos do governo espanhol.

Sete dos nove líderes perdoados foram recebidos pelo chefe pró-independência do governo regional catalão, Pere Aragonès, diante da prisão de Lledoners, situada uma hora ao norte de Barcelona, como mostraram imagens da Reuters.

"Anistia é o que queremos, e a conseguiremos", disse Carme Forcadell, ex-presidente do Parlamento catalão, ao sair de outra prisão de Barcelona, classificando sua libertação como uma "pequena vitória".

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Os separatistas catalães buscam uma anistia ampla para todos os envolvidos na tentativa de secessão de 2017.

O governo espanhol perdoou os nove políticos e ativistas como gesto de boa vontade, visando retomar as negociações para solucionar o conflito político entre Madri e a região.

Em 2019, eles foram condenados a penas de nove a 13 anos de prisão por sedição e mau uso de fundos públicos na esteira de um referendo de separação que levou a uma declaração de independência de curta duração e à pior crise política da Espanha em décadas.

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Os perdões são condicionais, e os líderes continuam proibidos de ocupar cargos públicos.

Madri descarta outro referendo de independência.

"Não se trata somente de ser inconstitucional, é que não podemos continuar fraturando a sociedade catalã", disse o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, ao Parlamento ao responder apelos de parlamentares separatistas por outra votação autorizada por Madri.

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Enquanto isso, partidos conservadores de oposição renovaram seus clamores para que Sánchez renuncie por causa dos indultos, argumentando que a medida mina a unidade espanhola.

Pesquisas de opinião mostram que cerca de metade da população da Catalunha é a favor de um rompimento com a Espanha.

O governo também descartou uma anistia geral para cerca de três mil pessoas com processos relacionados ao referendo de 2017, o que também incluiria políticos que fugiram do país, como o ex-líder do governo regional catalão Carles Puigdemont.

"Não haverá anistia, não haverá autodeterminação, o que haverá é diálogo e política", disse o ministro de Políticas Regionais, Miquel Iceta.

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