Síria diz que causa dos conflitos no Oriente Médio é ocupação israelense

O diplomata sírio Bashar al-Jaafari disse que "a Síria crê que a principal causa dos conflitos no Oriente Médio foi e ainda é a ocupação israelense dos territórios árabes", incluindo as Colinas de Golã; a afirmação foi feita durante pronunciamento na última segunda-feira (25) numa sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Bandeira de Israel 10/05/2018 REUTERS/Ronen Zvulun
Bandeira de Israel 10/05/2018 REUTERS/Ronen Zvulun (Foto: Reinaldo)

247, com AbrilAbril - De acordo com Al-Jaafari, quaisquer tentativas de gerar artificialmente novas crises com o propósito de salvar Israel apagando a causa palestina irão aumentar as tensões e escalar as ameaças à paz e segurança internacionais.

Al-Jaafari lembrou que a Síria é alvo de uma "guerra terrorista" há oito anos, na qual estiveram envolvidos muitos governos, que a apoiaram e alimentaram, nomeadamente através da atribuição de fundos a grupos terroristas.

"Esses governos – que Al-Jaafari não nomeou – distribuíram bilhões de dólares para militarizar a situação na Síria, tendo criado e financiado grupos terroristas armados", disse, citado pela agência SANA. Acrescentou que alguns países que "praticam a agressão militar direta e ocupam o território de outros pela força depois definem a agressão e a ocupação como "guerra contra o terrorismo".

"EUA continuam a treinar terroristas"

O diplomata sírio referiu-se diretamente à agressão militar norte-americana contra o seu país, tendo acusado "os EUA de continuarem a treinar terroristas em 19 pontos ocupados do território sírio, incluindo [a base militar de] al-Tanf e o acampamento [de refugiados] de al-Rukban", localizados junto à fronteira síria com o Iraque e a Jordânia, "fornecendo-lhes armas e munições".

Al-Jafaari acusou aindas as forças norte-americanas de facultarem aos terroristas do chamado Estado Islâmico a possibilidade de lançarem mais ataques contra o Exército Árabe Sírio.

As autoridades de Damasco têm denunciado de forma reiterada, nomeadamente em cartas enviadas ao secretário-geral das Nações Unidas e ao Conselho de Segurança, a presença e a ação militar na Síria da chamada coligação internacional liderada pelos EUA, exigindo a sua retirada imediata do país árabe.

O papel da Turquia

Referindo-se a declarações feitas pelo embaixador turco junto às Nações Unidas, de acordo com as quais "o seu país lutou contra o terrorismo no Norte da Síria e libertou cerca de quatro mil quilômetros quadrados", o embaixador sírio afirmou que, de acordo com os princípios do Direito Internacional, nenhum Estado pode entrar no território de outro sem a autorização do seu governo.

Al-Jaafari acusou ainda a Turquia de ser responsável por promover o terrorismo na Síria, sobretudo no Norte do país, na medida em que permitiu a passagem dos terroristas para o território sírio, os financiou e treinou.

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