Suspeitos de matar Nemtsov teriam sido torturados

Três suspeitos do assassinato do líder opositor russo Boris Nemtsov provavelmente foram torturados enquanto estavam detidos, disse nesta quarta-feira um membro do conselho de direitos humanos do Kremlin; após visitar três dos cinco suspeitos de etnia chechena na prisão Lefortovo, em Moscou, o ativista de direitos humanos Andrey Babushkin disse que os homens detidos por causa do assassinato de 27 de fevereiro sofriam de múltiplos ferimentos

Três suspeitos do assassinato do líder opositor russo Boris Nemtsov provavelmente foram torturados enquanto estavam detidos, disse nesta quarta-feira um membro do conselho de direitos humanos do Kremlin; após visitar três dos cinco suspeitos de etnia chechena na prisão Lefortovo, em Moscou, o ativista de direitos humanos Andrey Babushkin disse que os homens detidos por causa do assassinato de 27 de fevereiro sofriam de múltiplos ferimentos
Três suspeitos do assassinato do líder opositor russo Boris Nemtsov provavelmente foram torturados enquanto estavam detidos, disse nesta quarta-feira um membro do conselho de direitos humanos do Kremlin; após visitar três dos cinco suspeitos de etnia chechena na prisão Lefortovo, em Moscou, o ativista de direitos humanos Andrey Babushkin disse que os homens detidos por causa do assassinato de 27 de fevereiro sofriam de múltiplos ferimentos (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - Três suspeitos do assassinato do líder opositor russo Boris Nemtsov provavelmente foram torturados enquanto estavam detidos, disse nesta quarta-feira um membro do conselho de direitos humanos do Kremlin.

Após visitar três dos cinco suspeitos de etnia chechena na prisão Lefortovo, em Moscou, o ativista de direitos humanos Andrey Babushkin disse que os homens detidos por causa do assassinato de 27 de fevereiro sofriam de múltiplos ferimentos.

Nemtsov foi o mais proeminente de uma série de críticos do Kremlin a serem mortos durante o governo de 15 anos do presidente Vladimir Putin. O assassinato no centro de Moscou chocou seus colegas e seguidores, que dizem que a investigação é um teste para as leis da Rússia.

Assessores do político liberal morto suspeitam que membros da segurança estatal russa sejam cúmplices do crime. Putin condenou o assassinato e prometeu levar os criminosos à Justiça.

Autoridades afirmam que o ex-policial checheno Zaur Dadayev, que está sob custódia junto com seus primos, Anzor e Shagid Gubashev, admitiu envolvimento no crime. Dadayev e Anzor Gubashev foram formalmente acusados.

"Existem bases razoáveis para acreditar que Dadayev e os Gubashev foram torturados", escreveu Babushkin no seu site.

O ativista escreveu que Dadayev tinha "múltiplos ferimentos" visíveis em seu corpo, enquanto Anzor Gubashev tinha escoriações no nariz, pulsos e pernas, que ocorreram após ser detido.

Dadayev serviu como vice-comandante do Batalhão "Norte" da Chechênia. Ele foi reconhecido com a Ordem do Estado da Rússia por coragem durante seu serviço na Chechênia, região volátil no Cáucaso Norte onde tropas russas lutaram duas guerras contra separatistas.

De acordo com a explicação de Babushkin, Dadayev disse que foi "sequestrado" dia 5 de março enquanto chegava à região de Ingushetia, vindo do Daguestão, no Cáucaso Norte.

Rustam Yasupov, amigo e colega de exército de Dadayev, estava presente na hora da detenção, escreveu Babushkin, adicionando que o homem desapareceu desde então.

De acordo com Babushkin, foi prometido a Dadayev que se admitisse o assassinato de Nemtsov, Yasupov seria liberado.

Babushkin recorreu ao conselho de direitos humanos para informar a Putin de suas descobertas e disse que forças de segurança deveriam investigar as alegações de tortura.

Aliados do falecido Nemtsov estão desprezando a investigação do Estado e dizem que culpar os islâmicos chechenos só serve para tirar atenção de Putin, pessoas próximas dele ou serviços de segurança.

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