Trump projeta e organiza sua 'guerra nas estrelas'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta terça-feira (19) que o Pentágono redija um projeto de lei para criar uma "Força Espacial" como a sexta entidade das forças armadas dos Estados Unidos. É uma nova versão da "guerra nas estrelas", como ficou conhecido um aspecto da política militarista do ex-presidente republicano Ronald Reagan, que governou os Estados Unidos de 1981 a 1989

Trump projeta e organiza sua 'guerra nas estrelas'
Trump projeta e organiza sua 'guerra nas estrelas' (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

247, com AFP - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta terça-feira (19) que o Pentágono redija um projeto de lei para criar uma "Força Espacial" como a sexta entidade das forças armadas dos Estados Unidos. É uma nova versão da "guerra nas estrelas", como ficou conhecido um aspecto da política militarista do ex-presidente republicano Ronald Reagan, que governou os Estados Unidos de 1981 a 1989. 

"Devemos estar prontos", declarou Donald Trump ao assinar no Salão Oval a quarta diretriz espacial de seu mandato, que detalha a organização e os poderes necessários para esta nova força.

"Meu governo fez da criação de uma força espacial um assunto de segurança nacional".

"Nossos adversários estão no espaço, gostemos ou não. Eles sim e nós também. E esta será uma grande parte das atividades defensivas e ofensivas do nosso país".

Esta força espacial busca, por exemplo, proteger os satélites norte-americanos de um ataque físico (por colisão com outro objeto ou atingido por um míssil), assim como de qualquer tentativa de pirataria ou de Inteligência dos adversários e o desenvolvimento de capacidades ofensivas no espaço.

Terá a responsabilidade de proteger os interesses norte-americanos e "dissuadir toda agressão" contra os Estados Unidos ou seus aliados, segundo o texto presidencial que fala tanto de meios defensivos quanto ofensivos.

Donald Trump anunciou em junho de 2018 a criação de uma força "separada, mas igual" às outras cinco (Exército, Força Aérea, Marinha, corpo de Marines e Guarda Costeira dos Estados Unidos), mas o processo é longo e depende do Congresso, que deverá aprovar a reorganização.

A princípio, a "Força Espacial" adotará a figura de comando militar dentro da Força Aérea. Depois que tiver o aval do Congresso, se tornará uma força com direito próprio com seu chefe de Estado-maior e sob um subsecretário do Espaço, mas ainda subordinada à Força Aérea, como os corpos dos Marines, que operam na Marinha.

Todo o pessoal militar e civil que trabalha no campo espacial e no Pentágono (satélites, foguetes, armas, tecnologia) será reagrupado sob um mesmo comando.

O texto do presidente referiu-se à independência da força espacial da Força Aérea em um futuro não informado.

"Temos muitas armas novas defensivas e ofensivas criadas especialmente para esse propósito e vamos explorá-las", disse.

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