UE e 15 países dizem que plano de Israel de construir residências na região de Jerusalém é "ilegal"

"Os assentamentos são ilegais à luz do Direito Humanitário Internacional", diz nota assinada pela UE por 15 países do bloco de forma individual. Em abril, a UE havia alertado Israel sobre o risco de deterioração das relações devido aos planos de expansão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

(Foto: REUTERS/Ammar Awad)
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Sputnik - União Europeia e 15 países do bloco de forma individual expressaram ao Ministério das Relações Exteriores de Israel sua oposição à construção de residências em Givat Hamatos, que consideram "ilegal".

De acordo com estes países, os planos de Israel geram "graves preocupações" e terão um "impacto devastador", uma vez que podem afetar a continuidade territorial de um Estado palestino.

Em especial, a área E1 no assentamento de Givat Hamatos foi considerada "sensível" pelos países, publicou o The Times of Israel.

"Os assentamentos são ilegais à luz do Direito Humanitário Internacional. Qualquer futura construção de assentamentos nesta área estrategicamente sensível terá um impacto devastador em um Estado palestino contínuo, além de prejudicar severamente a possibilidade de uma solução negociada de dois Estados, em linha com os parâmetros acordados internacionalmente", indica a nota de protesto.

Entre os países que condenaram os planos israelenses figuram a França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Eslovênia e Suécia, além do próprio bloco da União Europeia.

É válido ressaltar que, ainda em abril passado, a UE havia alertado o Estado de Israel sobre o risco de deterioração das relações entre o bloco e o país devido aos planos do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de expandir a soberania de seu país sobre vários territórios da Cisjordânia.

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