Ultimato do século: EUA apresentam plano de tomada da Palestina

Foram retumbantes a ausência dos palestinos e o regozijo do primeiro-ministro israelense no anúncio do plano de Donald Trump, nesta terça-feira (28), que em seu linguajar promocional apresenta o que é um ultimato como “acordo do século”, escreve a diretora do Cebrapaz e analista internacional, Moara Crivelente

(Foto: Cebrapaz/Divulgação)
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247 - "O projeto do governo Trump vinha sendo discutido desde que o presidente prometera, quando eleito, resolver “o problema no Oriente Médio” com um acordo irresistível. O genro de Trump, Jared Kushner, consultor para a região, tentou angariar apoio financeiro à empreitada numa espetaculosa conferência no Bahrein, em 2019, com uma apresentação intitulada “Paz à Prosperidade”. Buscou patrocinadores entre as monarquias regionais e seu engajamento no convencimento dos palestinos", escreve Moara Crivelente, analista internacional e diretora do Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz.

"Quem viu ao plano então, resumido à parte econômica, o considerou uma brochura de um negócio imobiliário vendendo um futuro florido. Segundo a advogada Ephrat Livni, em artigo para a revista eletrônica Quartz, o portefólio estava “repleto de chavões, gráficos e tabelas” e alegava que os fundamentos do plano eram “liberar o potencial econômico, empoderar o povo palestino e melhorar a governança palestina”.

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