Venezuela recebeu apoio da maioria esmagadora dos países da ONU

A Venezuela recebeu um apoio forte e majoritário no plenário do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado (26), onde vários países reafirmaram sua adesão ao princípio do respeito à soberania da nação venezuelana contra o golpe de Estado promovido pelo governo dos EUA, bem fizeram apelos ao diálogo político para resolver as diferenças

Venezuela recebeu apoio da maioria esmagadora dos países da ONU
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247, com AVN - A Venezuela recebeu um apoio forte e majoritário no plenário do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado (26), onde vários países reafirmaram sua adesão ao princípio do respeito à soberania da nação venezuelana contra o golpe de Estado promovido pelo governo dos EUA, bem fizeram apelos ao diálogo político para resolver as diferenças.

O embaixador da Bolívia na ONU, Sacha Llorenti, advertiu que o intervencionismo do governo dos EUA sobre a Venezuela constitui uma ameaça à paz e segurança internacionais.

"As agressões à Venezuela constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais", disse ele, rejeitando as manobras intervencionistas do governo dos EUA na Venezuela e instou todos os países a respeitar a autodeterminação da pátria de Bolívar.

Segundo o diplomata boliviano, o verdadeiro interesse dos Estados Unidos na Venezuela é a riqueza natural da nação sul-americana, o petróleo, e o controle geopolítico sobre ela.

O representante da Nicarágua, Paul Oquist, pediu respeito à vontade popular do povo venezuelano e condenou qualquer ameaça ou ato de agressão militar contra esse país.

"O interesse e a insistência dos Estados Unidos de incluir a questão da Venezuela na agenda deste Conselho é outra forma de ação intrusiva e intervencionista em seus assuntos internos, com o objetivo claro de impor uma mudança de governo e substituir através de um golpe de Estado ao governo constitucional do presidente Nicolás Maduro ", disse o diplomata.

A representante de Cuba na ONU, Anayansi Rodriguez, também rejeitou as ações intervencionistas empreendidas pelo governo dos EUA que violam a soberania e a autodeterminação da Venezuela.

"Lamentamos que o governo dos Estados Unidos pretende usar o Conselho de Segurança para legitimar a campanha internacional contra o governo constitucional da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro", disse, e reiterou o apoio de Cuba ao governo legítimo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro.

Da mesma forma, o representante do Uruguai na ONU, Elbio Rosselli, reafirmou o apoio e a disposição de seu país para trabalhar em conjunto com as nações da América Latina a fim de alcançar a estabilidade do povo venezuelano e afirmou que seu país não apoiaria uma intervenção armada .

"O Uruguai nunca apoiará qualquer intervenção armada em qualquer país da região como solução para uma crise interna", disse ele.

Da mesma forma, o representante permanente da África do Sul na ONU, Jerry Matthews Matjila, rejeitou as pressões para a mudança inconstitucional do governo venezuelano, que contrariam o do direito nacional e internacional.

Matthews enfatizou que a Venezuela deve resolver seus problemas políticos sem interferência de qualquer espécie, e indicou que o Conselho de Segurança não deve se tornar um instrumento para validar as mudanças inconstitucionais de governo, mas para promover o diálogo.

O representante da Guiné Equatorial no Conselho, exortou os países a respeitar a soberania da Venezuela.

"A situação na Venezuela é uma questão interna e não representa uma ameaça à paz e segurança internacionais", destacou o diplomata.

Por outro lado, países como a Indonésia, Costa do Marfim, República Dominicana, México, Barbados, , El Salvador, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas destacaram seu desejo de diálogo político para diminuir diferenças e sublinharam seu apoio aos esforços feitos pelo Governo da Venezuela para defender a soberania, independência e estabilidade do país.

Na área da Ásia e Europa destacam-se os pronunciamentos de China e Rússia que reafirmaram o seu total apoio à República Bolivariana da Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro e rejeitaram a interferência dos EUA, além de fazerem apelos a respeitar as normas que regem as relações internacionais.

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