Venezuela registra mais uma morte em protesto contra governo Maduro

Adolescente de 16 anos morreu em Caracas no primeiro dia de uma greve nacional de 48 horas convocadas pela oposição venezuelana, subindo para dois o número de mortos na nova rodada de protestos contra o governo; morte do adolescente seguiu a de um homem de 30 anos, que também ocorreu em circunstâncias não divulgadas, no estado de Mérida; com as duas mortes, em manifestações separadas no marco da greve geral de 48 horas convocadas contra o governo do presidente Nicolás Maduro, sobe para 102 o número de mortos na onda de protestos ocorridos na Venezuela há quase quatro meses

Forças de segurança venezuelanas pegam fogo durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas REUTERS/Ueslei Marcelino
Forças de segurança venezuelanas pegam fogo durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)

Agência Brasil - Um adolescente de 16 anos morreu na quarta-feira (26) em Caracas no primeiro dia de uma greve nacional de 48 horas convocadas pela oposição venezuelana, subindo para dois o número de mortos na nova rodada de protestos contra o governo. A informação é da Agência EFE.

A Promotoria 104 da Área Metropolitana de Caracas "investiga a morte de um adolescente de 16 anos que ficou ferido durante manifestação em Petare, neste dia 26 de julho", diz o Ministério Público venezuelano, em sua conta no Twitter.

A fonte oficial não deu mais detalhes da morte ocorrida na noite de quarta-feira, no bairro de Petare, uma das favelas maiores da América Latina.

A morte do adolescente seguiu a de um homem de 30 anos, que também ocorreu em circunstâncias não divulgadas, no estado de Mérida.

Com as duas mortes, em manifestações separadas no marco da greve geral de 48 horas convocadas contra o governo do presidente Nicolás Maduro, sobe para 102 o número de mortos na onda de protestos ocorridos na Venezuela há quase quatro meses.

O prefeito de Mérida, Carlos García, relatou a morte em sua jurisdição, através do Twitter, e atribuiu a responsabilidade aos agentes da polícia encarregados de conter as manifestações.

Henrique Capriles, candidato da oposição nas duas últimas eleições presidenciais e governador do estado de Miranda, onde está localizada a cidade de Petare, disse que são três e não duas as mortes registradas ontem, mas esta suposta terceira vítima não foi confirmada pela Promotoria.

"Outro jovem assassinado. Hoje são três venezuelanos mortos como consequência de doentia ambição pelo poder" de Maduro, quem "com mortes quer fraude!", escreveu Capriles na mesma rede social, lembrando a eleição dos membros de uma Assembleia Constituinte prevista para o próximo domingo.

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