Volta pós-impeachment: Lugo é favorito para vencer eleição no Paraguai em 2018

Quatro anos após ser derrubado em um impeachment relâmpago, classificado por muitos como um golpe de Estado, o ex-presidente Fernando Lugo deseja voltar ao comando do Paraguai; muito popular no país, o ex-bispo desponta como favorito para vencer as eleições presidenciais paraguaias em 2018, cenário que hoje parece impossível para a presidente cassada Dilma Rousseff no Brasil

Volta pós-impeachment: Lugo é favorito para vencer eleição no Paraguai em 2018
Volta pós-impeachment: Lugo é favorito para vencer eleição no Paraguai em 2018 (Foto: Reuters)

247 - Quatro anos após ser derrubado em um impeachment relâmpago, classificado por muitos como um golpe de Estado, o ex-presidente Fernando Lugo deseja voltar ao comando do Paraguai em 2018. Muito popular no país, o ex-bispo desponta como favorito para vencer as eleições presidenciais paraguaias em 2018, cenário que hoje parece impossível para a presidente cassada Dilma Rousseff no Brasil, diz reportagem da BBC Brasil.

"O ex-bispo, atualmente senador, tem percorrido o país realizando "encontros ciudadanos" (reuniões cidadãs), em clara pré-campanha. Sua candidatura, porém, ainda dependerá de uma autorização da Justiça paraguaia, já que há controvérsia sobre a possibilidade de um ex-presidente concorrer novamente.

Em entrevista à BBC Brasil, Lugo confirmou a intenção de se candidatar e disse que "hoje não há dúvida" de que seu julgamento "foi um "equívoco". Embora seu processo e o de Dilma tenham tido durações bem diferentes, ele considera que em ambos os casos não se levou em conta os aegumentos de defesa.

"A política não é racional. Não valem os argumentos. Tudo que nós fizemos como argumentação, resposta e defesa, não vale. O que dizem 23 (senadores - votos necessários para aprovar o impeachment no Paraguai) se faz. Acredito que algo similar ocorreu com Dilma. Na América Latina, a irracionalidade sobressai", afirmou.

Sua candidatura é defendida pela Frente Guasú - uma aliança de partidos de esquerda - e por movimentos sociais, campesinos e estudantis. Eles apostam na mobilização popular para vencer a disputa jurídica. Alguns dizem que um eventual impedimento da candidatura pode desencadear conflitos no país."

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