Alckmin insiste: é ele quem vai para o 2º turno, e não Bolsonaro

Pressionado dentro do PSDB e por seus aliados dos partidos de direita que ameaçam abandoná-lo, Geraldo Alckmin voltou a afirmar nesta sábado (7) que será ele e não Jair Bolsonaro a ir ao segundo turno: "Se você quer saber a minha opinião, eu acho que o Bolsonaro não vai para o 2° turno. Ele não chega lá. Então, essas pesquisas nesse momento, não representam intenção de voto, porque voto mesmo você só vai definir lá na frente”

Alckmin insiste: é ele quem vai para o 2º turno, e não Bolsonaro
Alckmin insiste: é ele quem vai para o 2º turno, e não Bolsonaro (Foto: Reuters)

247 - Pressionado dentro do PSDB e por seus aliados dos partidos de direita que ameaçam abandoná-lo devido à sua performance nas pesquisas, onde não supera os 5% de intenções de voto, Geraldo Alckmin voltou a afirmar nesta sábado (7), em Cuiabá (MT) que será ele e não Jair Bolsonaro a ir ao segundo turno: "Se você quer saber a minha opinião, eu acho que o Bolsonaro não vai para o 2° turno. Ele não chega lá. Então, essas pesquisas nesse momento, não representam intenção de voto, porque voto mesmo você só vai definir lá na frente”.

O tucano disse ainda que vai disputar a eleição com o que chamou de “os melhores palanques do Brasil”. Ele afirma já contar com cinco partidos aliados, o que lhe daria 20% do tempo de rádio e TV. 

Nesta semana, Alckmin se viu no auge de seu isolamento e começou a ser abandonado pelos aliados do PSDB e mesmo pelo principal cacique de seu partido, Fernando Henrique Cardoso. Nos últimos dias, FHC abriu conversas formais com Marina Silva para uma aliança Rede/PSDB. O discurso nos bastidores é que aquele entre os dois que estiver à frente nas pesquisas será o cabeça de chapa -o que quase inevitavelmente levará Marina a ser a candidata a presidente. A ideia de FHC é, com essa chapa, atrair os demais partidos de direita que começam a procurar alternativas próprias, mantendo conversações privilegiadas com Ciro Gomes. 

Um jantar de Alckmin com o chamado "centrão" na quarta-feira foi um fracasso. Sob o argumento de que o desgaste do PSDB após a Lava Jato atrapalha as alianças, os dirigentes do bloco formado por DEM, PP, PRB, Solidariedade e PSC indicaram claramente ao pré-candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, que estão mais inclinados a apoiar Ciro Gomes (PDT) na campanha eleitoral (leia aqui).

Neste sábado, o irmão de Ciro Gomes, Cid, um dos coordenadores de sua campanha, revelou que estão em andamento conversações para que o pré-candidato do PDT apoie o candidato do DEM ao governo do Rio, Eduardo Paes, agora um afilhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e principal cacique do partido (aqui). 

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