Amorim: Bolsonaro e Mourão são vozes minoritárias no Exército

O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim afirma que os cabeças da chapa de extrema-direita à Presidência representam um segmento minoritário nas Forças Armadas; "Bolsonaro e Mourão são vozes minoritárias. No alto-comando, um pensamento mais extremado não representa a maioria. Não quero dizer que a reserva não tenha influência. Sei porque tive de lidar com esse problema na Comissão da Verdade", diz Amorim

Amorim: Bolsonaro e Mourão são vozes minoritárias no Exército
Amorim: Bolsonaro e Mourão são vozes minoritárias no Exército

247 - O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa, Celso Amorim, avalia com preocupação os discursos de militares com claras tendências autoritárias e anti-democráticas, como os vocalizados pela chapa Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. 

Em entrevista aos jornalista Miguel Martins e Mino Carta, Amorim afirma que eles representam um segmento minoritário nas Forças Armadas. "Bolsonaro e Mourão são vozes minoritárias. No alto-comando, um pensamento mais extremado não representa a maioria. Não quero dizer que a reserva não tenha influência. Sei porque tive de lidar com esse problema na Comissão da Verdade", diz Amorim. "O pessoal da reserva falava o diacho de mim. Preocupa-me o fato de 28% dos brasileiros estarem inclinados a votar no Bolsonaro. É um fato assustador, não por eles serem militares, mas porque parte expressiva da sociedade busca esse tipo de solução", acrescenta. 

O ex-chanceler fez críticas ao comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, pelas manifestações políticas que tem feito. "As coisas que ele tem dito me causam alguma surpresa, sobretudo após a declaração que ele fez na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula", diz o diplomata. 

"Ele dizia que o Exército defendia valores, a Constituição, mas entrava também na questão da impunidade. Aquilo dito na véspera do julgamento tinha um endereço certo. Agora, as declarações após o ataque ao candidato Bolsonaro foram muito pouco felizes. Dizer que há uma instabilidade e que isso pode deslegitimar o resultado da eleição é algo muito grave", afirma. 

Leia a entrevista na íntegra

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