Análise do Estadão: por decreto, Bolsonaro extinguiu "superpoderes" de Guedes e o pôs sob tutela da Casa Civil

“Do Posto Ipiranga, só sobrou a bandeira”, escreve o jornalista Breno Pires n’O Estado de S Paulo. Economia, agora, tem de aprovar pedidos com Ciro Nogueira

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247 – O jornalista Breno Pires, da publicação paulista, diz que “o Centrão levou as bombas, as mangueiras, o caixa e até a loja de conveniência” do que seria o “Posto Ipiranga” como foi apelidado o ministro da Economia Paulo Guedes em jogada de marketing desde a campanha eleitoral de 2018. “Do Superministério da Economia, que absorveu o Planejamento, restou um ministro Paulo Guedes tutelado. Atividades típicas da área econômica, como remanejamentos orçamentários, passaram agora à responsabilidade compartilhada, com poder de veto do ministro Ciro Nogueira”.
De acordo com a análise de Pires, “O recado aos segmentos sensíveis à área econômica é de maior fragilidade da gestão, com possível descontrole orçamentário motivado pelas incessantes pressões da política. A insegurança, avaliam os economistas, pode alimentar o fantasma da inflação”.
Ele adverte que “o decreto presidencial nº 10.937, de 12 de janeiro, não revoluciona a correlação de forças. Ele cristaliza uma mudança que tinha ocorrido”. E conclui: “Na prática, a autonomia para a gestão do Orçamento já não era de Paulo Guedes. Ele tinha se submetido à vontade do Palácio do Planalto, por exemplo, quando propôs ao Congresso o crédito para dar aumento salarial aos policiais federais”.

Paulo Guedes sempre se vendeu para o mercado como o homem capaz de tutelar o chefe, Jair Bolsonaro. Na prática, isso nunca aconteceu. Agora, graças ao Decreto 10.937, é ele quem está sob a tutela do senador Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil e um dos líderes do Centrão, o grupo de poder que comanda o Parlamento – o ministro da Economia também nunca escondeu o desprezo que sente pela prática e pelos prazos parlamentares.

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Leia aqui a íntegra do texto de O Estado de S Paulo.

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