Barroso justifica prisões: PGR deu indícios fortíssimos de corrupção

Responsável por autorizar as prisões dos operadores de Michel Temer, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que liberou as detenções com base em argumentos apresentados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que aponta risco de destruição de provas e "fortíssimos indícios de esquema contínuo de concessão de benefícios públicos em troca de recursos privados para fins pessoais e eleitorais que persistiria por mais de 20 anos no setor de portos"

Barroso justifica prisões: PGR deu indícios fortíssimos de corrupção
Barroso justifica prisões: PGR deu indícios fortíssimos de corrupção

247 - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as prisões e as ordens de busca e apreensão da Operação Skala, da Polícia Federal, com base em argumentos apresentados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que aponta risco de destruição de provas e "fortíssimos indícios de esquema contínuo de concessão de benefícios públicos em troca de recursos privados para fins pessoais e eleitorais que persistiria por mais de 20 anos no setor de portos".

A Operação Skala, deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal, faz parte das medidas solicitadas por Dodge – e autorizada por Barroso – com o objetivo de coletar provas para o inquérito que investiga se Michel Temer editou um decreto a fim de favorecer empresas portuárias, em especial a Rodrimar, em troca de propina. Temer nega. A empresa diz que nunca pagou propina a nenhum agente público. Na operação, foram presos dois operadores de Temer, um ex-ministro e empresários.

Na decisão, de 14 páginas, Barroso diz que o objetivo das medidas é esclarecer pontos centrais das investigações quanto "à natureza, nexo de subordinação existente entre os envolvidos e, principalmente, se os investigados receberam vantagens indevidas, como 'recompensa' pela edição do decreto dos portos".

Entre outras medidas, Barroso autorizou buscas e apreensões e acesso do Ministério Público Federal à contabilidade da Argeplan, empresa de João Baptista de Lima Filho, amigo de Michel Temer e um dos presos na operação.

As informações são de reportagem do G1.

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