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Bolsonaro ingressa com pedido no TSE para invalidar votos de urnas com “mau funcionamento”

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou o relatório a jornalistas, mas fugiu de perguntas

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

247 - Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a anulação de votos feitos em modelos de urnas UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 nas eleições de 2022.

A alegação é de que houve “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nesses modelos de urnas.

A representação, assinada pelo advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa, cita o laudo técnico de auditoria feito pelo Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL, que segundo o partido teria constatado “evidências contundentes de mau funcionamento de urnas eletrônicas”.

Valdemar Costa Neto deu coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira (22) para falar sobre o pedido. Ele apareceu ao lado do senador Magno Malta. O relatório “não expressa a opinião do Partido Liberal, mas é o resultado de estudos elaborados por especialistas graduados”, disse ele aos jornalistas.

O presidente do PL faz jogo duplo sobre as urnas. Depois de afirmar publicamente (em vídeo no final de semana) que o relatório encomendado pelo PL sobre a segurança das urnas eletrônicas apontou falhas em 250 mil e que pediria a revisão da apuração dessas urnas, ele procurou nos bastidores ministros do Supremo e do TSE nesta segunda-feira (21) para dizer que acredita na higidez do sistema eleitoral e que só está tomando tal iniciativa porque Jair Bolsonaro exige, informam os jornalistas Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura no Globo.

Segundo noticiou a jornalista Thaís Oyama, do UOL, inconformado com a derrota no pleito, Bolsonaro vinha telefonando praticamente todos os dias para Valdemar para pedir a contestação. Bolsonaro diz que a contestação pode ter como base o relatório do Ministério da Defesa sobre a auditoria nas urnas eletrônicas ou o relatório que vem sendo elaborado pelo engenheiro Carlos Rocha, do Instituto Voto Legal. O relatório de Carlos Rocha foi contratado por Bolsonaro por R$ 1,3 milhão.

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