Bolsonaro tenta reduzir processo eleitoral a frangalhos mesmo sem provas, afirma cientista política Maria Hermínia Tavares

Em referência a Jair Bolsonaro, a cientista política Maria Hermínia Tavares afirma que "insuflar a desconfiança no mecanismo democrático de escolha dos governantes faz parte da caixa de ferramentas dos políticos populistas, a fim de se manter no poder a qualquer custo"

(Foto: ABr | Divulgação)
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247 - "Prevendo o fracasso provável de sua gestão sem rumo e sem compromisso, Jair Bolsonaro trata de reduzir a frangalhos o processo eleitoral", escreve Maria Hermínia Tavares em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo

"Lança suspeitas descabeladas sobre a lisura do registro e da contagem de votos depositados na urna eletrônica. E quer fazer crer que, não fosse a fraude, teria saído vitorioso já no primeiro turno. Nunca apresentou nem sequer um fiapo das provas que alega ter. Pode parecer mais uma de suas efervescências, como a campanha contra as lombadas nas rodovias, mas não é", diz. 

De acordo com a colunista, "insuflar a desconfiança no mecanismo democrático de escolha dos governantes faz parte da caixa de ferramentas dos políticos populistas, a fim de se manter no poder a qualquer custo, mesmo sem votos para tal". 

"É assim que alimentam seus seguidores sempre prontos a consumir receitas conspiratórias da política. Foi o que fez Donald Trump, é o que faz o seu adepto Bolsonaro", acrescenta.

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