Boulos assina manifesto 'Eleição sem Lula é fraude'

Provável candidato do Psol à presidência da República, Guilherme Boulos, líder do MTST, assinou o manifesto 'Eleição sem Lula é fraude', que já tem 93 mil adesões, com intelectuais do Brasil e do mundo; com isso, Boulos segue o exemplo de Manuela D'Ávida, do PCdoB, que foi uma das primeiras a assinar; portanto, de todas as candidaturas do campo democrático, dos partidos que não apoiaram o golpe de 2016, apenas Ciro Gomes ainda não assinou o texto elaborado pelo ex-chanceler Celso Amorim; o texto critica a tentativa de retirar Lula da disputa com a captura do Judiciário por interesses políticos

Provável candidato do Psol à presidência da República, Guilherme Boulos, líder do MTST, assinou o manifesto 'Eleição sem Lula é fraude', que já tem 93 mil adesões, com intelectuais do Brasil e do mundo; com isso, Boulos segue o exemplo de Manuela D'Ávida, do PCdoB, que foi uma das primeiras a assinar; portanto, de todas as candidaturas do campo democrático, dos partidos que não apoiaram o golpe de 2016, apenas Ciro Gomes ainda não assinou o texto elaborado pelo ex-chanceler Celso Amorim; o texto critica a tentativa de retirar Lula da disputa com a captura do Judiciário por interesses políticos
Provável candidato do Psol à presidência da República, Guilherme Boulos, líder do MTST, assinou o manifesto 'Eleição sem Lula é fraude', que já tem 93 mil adesões, com intelectuais do Brasil e do mundo; com isso, Boulos segue o exemplo de Manuela D'Ávida, do PCdoB, que foi uma das primeiras a assinar; portanto, de todas as candidaturas do campo democrático, dos partidos que não apoiaram o golpe de 2016, apenas Ciro Gomes ainda não assinou o texto elaborado pelo ex-chanceler Celso Amorim; o texto critica a tentativa de retirar Lula da disputa com a captura do Judiciário por interesses políticos (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O provável candidato do Psol à presidência da República, Guilherme Boulos, líder do MTST, assinou o manifesto 'Eleição sem Lula é fraude', que já tem 93 mil adesões, com intelectuais do Brasil e do mundo. Com isso, Boulos segue o exemplo de Manuela D'Ávida, do PCdoB, que foi uma das primeiras a assinar o documento.

Portanto, de todas as candidaturas do campo democrático, dos partidos que não apoiaram o golpe de 2016, apenas Ciro Gomes, do PDT, ainda não assinou o texto elaborado pelo ex-chanceler Celso Amorim. Todos os demais pré-candidatos, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, Alvaro Dias e Rodrigo Maia, ou apoiaram o golpe ou com ele colaboram. Daí a expectativa em torno do que fará Ciro Gomes.

O texto critica a tentativa de retirar Lula da disputa com a captura do Judiciário por interesses políticos. "O Brasil vive um momento de encruzilhada: ou restauramos os direitos sociais e o Estado Democrático de Direito ou seremos derrotados e assistiremos a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores", diz o documento.

Leia abaixo o manifesto e acesse aqui para assinar:

A tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país. O recurso de recorrer ao expediente espúrio de intervir no processo eleitoral sucede porque o golpe do Impeachment de Dilma não gerou um regime político de estabilidade conservadora por longos anos.

O plano estratégico em curso, depois de afastar Dilma da Presidência da República, retira os direitos dos trabalhadores, ameaça a previdência pública, privatiza a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos, além de abandonar a política externa ativa e altiva.

A reforma trabalhista e o teto de gastos não atraíram os investimentos externos prometidos, que poderiam sustentar a campanha em 2018 de um governo alinhado ao neoliberalismo. Diante da impopularidade, esses setores não conseguiram construir, até o momento, uma candidatura viável à presidência.

Lula cresce nas pesquisas em todos os cenários de primeiro e segundo turno e até pode ganhar em primeiro turno. O cenário de vitória consagradora de Lula significaria o fracasso do golpe, possibilitaria a abertura de um novo ciclo político.

Por isso, a trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas estão fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia.

Uma perseguição totalmente política, que só será derrotada no terreno da política. Mais que um problema tático ou eleitoral, vitória ou derrota nessa luta terá consequências estratégicas e de longo prazo.

O Brasil vive um momento de encruzilhada: ou restauramos os direitos sociais e o Estado Democrático de Direito ou seremos derrotados e assistiremos a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores. Este tipo de sociedade requer um Estado dotado de instrumentos de Exceção para reprimir as universidades, os intelectuais, os trabalhadores, as mulheres, a juventude, os pobres, os negros. Enfim, todos os explorados e oprimidos que se levantarem contra o novo sistema.

Assim, a questão da perseguição a Lula não diz respeito somente ao PT e à esquerda, mas a todos os cidadãos brasileiros. Como nunca antes em nossa geração de lutadores, o que se encontra em jogo é o futuro da democracia.

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