Caravana de Lula pelo Nordeste passará por 28 cidades em 20 dias

Líder em todos os cenários de intenção de votos para as próximas eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva inicia no dia 17 uma caravana pelo Nordeste brasileiro, região que conta com maior apoio popular; o petista percorrerá, de ônibus, 28 municípios, passando pelos nove Estados nordestinos; o roteiro terá largada na Bahia e se encerrará no Maranhão, em 7 de setembro; Lula também se prepara para elaborar seu plano de governo; ele pediu um documento "que seja radical no sentido político e exequível no sentido prático"; propostas devem ser separadas sem sete eixos temáticos, como redução da desigualdade social, investimentos em infraestrutura e soberania nacional; sigla deve coletar sugestões pela internet, além dos grupos de trabalho

EX-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao povo
EX-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao povo (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia no dia 17 uma caravana pelo Nordeste brasileiro, região que conta com maior apoio popular. O petista percorrerá, de ônibus, 28 municípios, passando pelos nove Estados nordestinos.

Pela programação, o roteiro terá largada na Bahia e se encerrará no Maranhão, em 7 de setembro, apenas seis dias antes de novo depoimento que prestará a Moro.

Na manhã desta segunda-feira (31), o ex-presidente se reuniu com dirigentes petistas e da Fundação Perseu Abramo para planejamento dessa viagem. "É uma caravana que exige muito de cada companheiro. Será uma tarefa imensa, quase 22 dias de viagem. É preciso que haja um mínimo de infraestrutura", afirmou Lula.

Ele terá os gastos cobertos pelo partido. Na reunião, Lula pediu que seja acompanhado por uma equipe pequena nas viagens de ônibus para que possa descansar. Ele justificou a recomendação alegando que já não tem o mesmo fôlego do passado.

A ideia, segundo Lula, é que a caravana seja transmitida em tempo real.

Serão 3.000 km de viagem. Acompanhado de cerca de dez colaboradores e de líderes locais, Lula passará dois dias em cada um dos Estados. A viagem deverá ser batizada de "Caravana da Esperança".

As informações são de reportagem de Catia Seabra na Folha de S.Paulo.

Plano de governo

Em um encontro liderado Lula, o PT começou ontem a estruturar o programa de governo do partido para disputar a eleição presidencial de 2018. A legenda pretende definir até o fim do ano os principais projetos que serão defendidos pelo candidato à Presidência, mesmo que a candidatura de Lula seja inviabilizada pela Justiça. O ex-presidente recorreu de decisão da primeira instância que o condenou por corrupção.

Como parte da estratégia eleitoral para o próximo ano, o ex-presidente defendeu que a legenda restrinja o número de candidatos aos governos estaduais e concentre esforços nas eleições para Presidência, Câmara e Senado.

Em recado aos petistas, o ex-presidente disse que "não adianta" ser candidato ao governo do Estado se tiver "3% dos votos". "Poderia ser eleito deputado federal, senador. É importante que tenha dimensão política na hora de escolher", reiterou. Lula afirmou que o partido precisa estar atento à correlação de forças no Congresso e que, para isso, é preciso aumentar a bancada do PT na Câmara e no Senado. "Se a gente não tiver isso em conta, a gente vai ser obrigado a fazer aliança com quem a gente não pensa em fazer aliança", afirmou, na expectativa de uma eventual vitória na disputa pela Presidência.

No evento, com a presença da presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann (PR), Lula também defendeu o início imediato da preparação de um programa para a sociedade, "que seja radical no sentido político e exequível no sentido prático". As propostas do PT para a Presidência devem ser separadas sem sete eixos temáticos, como redução da desigualdade social, investimentos em infraestrutura e soberania nacional. A sigla deve coletar sugestões pela internet, além dos grupos de trabalho.

As informações são de reportagem de Crisiane Agostine e César Felício no Valor

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