Celso Amorim: não acredito em frente ampla sem Lula Livre

Ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim afirmou em entrevista à TV 247 que a defesa da libertação do ex-presidente significa a defesa da Justiça e do Estado brasileiro. “Uns falarão [Lula livre] com mais entusiasmo que outros, compreendo isso, mas todos têm que falar”, ressaltou. Ele comentou ainda os recentes conflitos entre Brasil e França e disse acreditar que o objetivo seja acabar com o projeto do submarino nuclear brasileiro. Assista

Curitiba (PR), 12/07/2018.Ex-ministro Celso Amorim participa de roda de conversa na Vigília Lula Livre nesta quinta-feira (12) antes de visitar Lula nas dependências da PF, em Curitiba. FOTOS: Ricardo Stuckert
Curitiba (PR), 12/07/2018.Ex-ministro Celso Amorim participa de roda de conversa na Vigília Lula Livre nesta quinta-feira (12) antes de visitar Lula nas dependências da PF, em Curitiba. FOTOS: Ricardo Stuckert

247 - O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim defendeu em entrevista à TV 247 não ser possível a criação de frentes amplas e democráticas que não defendam a libertação do ex-presidente Lula. Para ele, Lula Livre trata também da Justiça e do Estado brasileiro. Celso Amorim também comentou os recorrentes atritos entre o governo do Brasil e da França que, para ele, têm como objetivo acabar com o projeto do submarino nuclear brasileiro.

Celso Amorim falou que não acredita em frentes amplas e democráticas sem a bandeira Lula Livre. “Eu acho que frente ampla é necessária no Brasil, acho que é preciso ter uma frente progressista, que possa combater inclusive essas medidas econômicas, mas tem que ter uma frente um pouco mais ampla que seja uma frente democrática. Eu não acredito em uma frente ampla ou democrática que não tenha Lula Livre como uma de suas metas”.

Ele ainda completou dizendo que a luta pela libertação do ex-presidente diz respeito à Justiça e Estado brasileiro, sendo Lula uma questão da democracia do país.

“A questão do Lula Livre não é uma questão só do Lula, é uma questão da democracia no Brasil, não só porque o Lula é uma personalidade central para qualquer diálogo democrático que se queira ter no Brasil mas também pela própria injustiça que foi cometida. O que está em jogo não é o governo brasileiro, isso não é só o Bolsonaro, isso é a Justiça brasileira, é o Estado brasileiro. Não se pode fazer uma frente em que não se aceite o Lula Livre, uns falarão com mais entusiasmo que outros, compreendo isso, mas todos têm que falar”.

O embaixador afirmou também que os recentes atritos entre Brasil e França, que ganharam destaca na imprensa do mundo com a questão dos desmatamentos na Amazônia, em sua avaliação, tem por objetivo mostrar aos Estados Unidos que o alinhamento brasileiro aos norte-americanos é exclusivo, encerrando assim o projeto de um submarino nuclear do Brasil, plano nunca apoiado pelos americanos.

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