Ciro critica Lula por aceno ao mercado em 2002: 'olha no que deu. Cadê o Lula e onde estou eu'

O presidenciável Ciro Gomes (PDT), que tenta viabilizar uma série de alianças, tanto à esquerda como junto aos partidos de centro-direita e que defendem uma maior participação do mercado na economia, disse que "em hipótese nenhuma" fará um termo de compromisso como o firmado pelo ex-presidente Lula na chamada Carta aos Brasileiros, em 2002, onde o petista assegurou a manutenção dos contratos e o pagamento da dívida; "Olha no que deu. Cadê o Lula e onde estou eu", disparou em entrevista à BBC Brasil

O presidenciável Ciro Gomes (PDT), que tenta viabilizar uma série de alianças, tanto à esquerda como junto aos partidos de centro-direita e que defendem uma maior participação do mercado na economia, disse que "em hipótese nenhuma" fará um termo de compromisso como o firmado pelo ex-presidente Lula na chamada Carta aos Brasileiros, em 2002, onde o petista assegurou a manutenção dos contratos e o pagamento da dívida; "Olha no que deu. Cadê o Lula e onde estou eu", disparou em entrevista à BBC Brasil
O presidenciável Ciro Gomes (PDT), que tenta viabilizar uma série de alianças, tanto à esquerda como junto aos partidos de centro-direita e que defendem uma maior participação do mercado na economia, disse que "em hipótese nenhuma" fará um termo de compromisso como o firmado pelo ex-presidente Lula na chamada Carta aos Brasileiros, em 2002, onde o petista assegurou a manutenção dos contratos e o pagamento da dívida; "Olha no que deu. Cadê o Lula e onde estou eu", disparou em entrevista à BBC Brasil (Foto: Paulo Emílio)

247 - O presidenciável Ciro Gomes (PDT), que tenta viabilizar uma série de alianças, tanto à esquerda como junto aos partidos de centro-direita, tentou amenizar o mal-estar criado por declarações recentes entre os possíveis aliados e condenou duramente a política macroeconômica atual. Ele também disse que "em hipótese nenhuma" fará um termo de compromisso como o firmado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chamada Carta aos Brasileiros, em 2002, onde o petista assegurou a manutenção dos contratos e o pagamento da dívida. "Olha no que deu. Cadê o Lula e onde estou eu", disparou em entrevista à BBC Brasil.

Para Ciro, a formação de alianças políticas passa por "uma brutal onda de especulação, muita intriga, o que também não me assusta, que é muito própria dos tempos.O que eu tenho buscado fazer é buscar alianças com partidos que não têm candidato a presidente da República. Nesse momento, o único partido desse campo que não tem candidato é o PSB. Isso dito, o jornalismo me pergunta às vezes, instrumentalizado por fofoca - e o jornalista não é culpado disso: 'E o PP, você aceita?' Claro que aceito. 'E o Democratas, você aceita?' Claro que aceito. E começam as especulações", avaliou.

Na entrevista, Ciro também descartou a possibilidade de uma aliança com o MDB de Michel Temer. "Sou um homem muito vivido e sempre disse que o problema não são as contradições da aliança, porque a aliança é por definição contraditória. Se não fosse contraditória, não era aliança.(...) E, de outra forma, aquilo que eu chamo de hegemonia moral e intelectual, ou seja, o que importa aqui é a qualidade, o cimento da aliança e o propósito com o qual ele é firmado.Nesse sentido, eu excluo o MDB apenas por isso: porque ele escapuliria claramente de qualquer possibilidade de hegemonia moral e intelectual. O que eles têm feito hoje - o MDB está comandando o poder a partir de um golpe; o que ele fez ontem - traiu e desmontou o projeto de aliança com o PT; o que ele fez anteontem - destruiu o governo Fernando Henrique Cardoso. Sempre com a mesma característica: fisiologia, clientelismo e roubalheira", disparou.

Questionado se Lula teria cometido um erro ao fazer a Carta ao Povo Brasileiro, Ciro foi enfático. "Absolutamente, olha no que deu. Cadê o Lula e onde estou eu? Adiantou isso? O Lula foi 8 anos presidente do Brasil com superavit primário ao redor de 3% ao ano, o quê que adiantou?"

Sobre o lançamento da candidatura Lula pelo PT, Ciro afirmou eu "não comentarei mais nenhuma vez a estratégia do PT, os dizeres do PT. Apenas repito aquilo que eu digo: o PT, eu compreendo o trauma que está passando, respeito o momento deles, respeito seu tempo e vou cuidar da minha vida sem o PT".

Leia a íntegra da entrevista.

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