Classe média e Sudeste são novo foco de Dilma

Estratégia foi acertada com o núcleo duro do governo e com o marqueteiro João Santana, diante da "estagnação de Eduardo Campos" e do "crescimento de Marina Silva"; presidente vai cessar a agenda intensa no Nordeste, que tinha como objetivo neutralizar a figura do governador de Pernambuco; compromissos agora serão em cidades como São Paulo e Belo Horizonte; marketing da presidente também está fazendo pesquisas de opinião sobre a popularidade do governador Geraldo Alckmin após as denúncias no metrô

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247 - Passada a tempestade provocada pelas manifestações populares que tomaram as ruas do país em junho último e culminaram na queda da avaliação de seu governo, a presidente Dilma Rousseff tem como objetivo breve conquistar a simpatia da população da região sudeste e terá agenda especial com feitos de interesse da classe média, como anúncio de investimentos em ensino técnico e na área de mobilidade urbana dos grandes centros.

Conforme matéria do Estadão, estratégia é entendimento do núcleo duro do governo com base em diagnósticos da equipe de marketing da presidente sobre a corrida pré-eleitoral de 2014 captados pelas últimas pesquisas de intenção de votos. Segundo a reportagem, movimentação parte da "estagnação de Eduardo Campos (PSB)" e do "crescimento de Marina Silva (sem partido)".

O pior desempenho de Dilma, segundo a última sondagem do Datafolha, está entre o eleitorado com renda acima de 10 salários mínimos. Por conta disso, a agenda voltada à população carente com entregas de imóveis do Minha Casa, Minha Vida e benefícios do Bolsa Família dará lugar a cerimônias ligadas ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), e ao PAC da Mobilidade Urbana.

Ainda de acordo com matéria do Estadão, a presidente Dilma vai cessar por ora a agenda intensa no Nordeste (seu principal reduto eleitoral), que tinha como objetivo neutralizar a figura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Compromissos da chefe da nação agora serão em cidades como São Paulo, Campinas e Belo Horizonte, por exemplo.

O núcleo duro do governo teria identificado migração de votos do eleitorado mais urbano e abastado para Marina Silva, cujo perfil é associado ao rompimento da velha forma de fazer política.

Mas os petistas acreditam que a situação confortável da ex-ministra do Meio Ambiente será revertida quando a campanha eleitoral de rádio e TV começar. "Se a Marina for mesmo candidata, o que ela tem para mostrar? O que ela fez além da agenda ambiental? Nada", afirmou um dos principais conselheiros de Dilma na matéria do Estadão.

"Quando a campanha eleitoral começar, a população vai ficar surpresa com o tanto de realizações que este governo fez e que a grande mídia não mostrou. Se a presidente quiser, eu já preparei uma lista de feitos que ela pode inaugurar no Estado que ela quiser", diz a mesma fonte, segundo o jornal.

Efeito Siemens

Preocupado não só com a imagem da presidente Dilma Rousseff na classe média, o marqueteiro João Santana dedicou suas duas últimas semanas à análise do cenário eleitoral em São Paulo.

A equipe de Santana está fazendo pesquisas qualitativas de opinião sobre a popularidade do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O objetivo é medir qual o impacto das denúncias de formação de cartel em licitações do Metrô paulistano - reveladas pela empresa Siemens num acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Há suspeitas de pagamento de propina a agentes públicos do governo do PSDB, o que explica o interesse petista.

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