Com todos amigos presos, Temer diz que críticas ao governo serão “malabarismo” eleitoral

Durante inauguração do novo aeroporto de Vitória (ES), Michel Temer não mencionou as prisões de seus amigos pessoais José Yunes e o coronel da PM João Baptista Lima Filho, além de outras três pessoas ligadas a ele; segundo Temer, aqueles que tiverem interesse em criticar o governo federal "vão precisar de muito malabarismo"; "Vão ter que dizer: 'sou contra o teto de gastos públicos'", disse ele

(Brasília - DF 16/01/2017) Entrevista para a agência Reuters. Foto: Alan Santos/PR
(Brasília - DF 16/01/2017) Entrevista para a agência Reuters. Foto: Alan Santos/PR (Foto: Aquiles Lins)

247 - Em um evento de inauguração do novo aeroporto de Vitória (ES), nesta quinta-feira, 19, Michel Temer não mencionou as prisões, pela Polícia Federal a mando do STF, de seus amigos pessoais José Yunes e o coronel da PM João Baptista Lima Filho, além de outras três pessoas, o ex-ministro Wagner Rossi (Agricultura), o ex-secretário da pasta Milton Ortolan e o dono da empresa Rodrimar, Antônio Celso Grecco. 

Segundo Temer, aqueles que tiverem interesse em criticar o governo federal "vão precisar de muito malabarismo". "Vão ter que dizer: 'sou contra o teto de gastos públicos. Vem de uma trivialidade. Daqui a dez anos, vamos conseguir empatar aquilo que você ganha com aquilo que você gasta. Está diminuindo o déficit ano a ano", afirmou. "[Vão ter de dizer] sou contra 2,8% de inflação, prefiro 10,28%, como no passado", complementou.

"Retomamos o diálogo muito positivo com o Congresso Nacional, com a convicção de que se governa o país com diálogo. E diálogo com a sociedade, por exemplo a reforma do ensino médio, modernização trabalhista. Foi fruto do diálogo que mantivemos com a sociedade ao longo do tempo", afirmou.

As prisões foram pedidas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao STF. "Como se tratam de cautelares que ainda estão em cumprimento pela PF, para embasar investigações em curso, o MPF (Ministério Público Federal) não divulgará, por ora, os nomes dos alvos dos mandados", informa nota divulgada pela assessoria de imprensa da PGR (Procuradoria-Geral da República).

(*Com informações do UOL)

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