Comissão do TSE conclui testes em urnas e recomenda maratona hacker e mais publicidade para boletins

A análise geral afirma que há a garantia da capacidade de se rever os riscos de forma consistente, transmitindo segurança e confiabilidade aos eleitores

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(Foto: Ascom/TSE)


247 - O relatório final da Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referente a uma bateria de testes realizados desde o ano passado nas urnas eletrônicas, conclui que os sistemas eleitorais demonstram "maturidade". 

O documento faz seis recomendações de melhorias para os próximos testes e de procedimentos que podem ser usados nas eleições. Uma das sugestões é dar mais publicidade ao boletim de urna. 

"Avaliar a possibilidade do TSE abrir canal de distribuição dos boletins de urna com os partidos e entidades de controle, facilitando a totalização pelos interessados", afirma o relatório.

"Porém é necessário dar ampla divulgação ao público em geral de que ele é um item aberto para que todos os cidadãos possam acompanhar o processo eleitoral", diz o documento.

A comissão sugeriu que o TSE coloque as urnas à prova em eventos como hackathon ou DEFCON. O parecer final aponta ainda que subsistemas e componentes podem melhorar nos quesitos relativos à qualidade do projeto e à dependência dos mecanismos de segurança externos ao mesmo.

Ainda assim, a análise geral afirma que há a garantia da capacidade de se rever os riscos de forma consistente, transmitindo segurança e confiabilidade aos eleitores. 

Ao todo, foram simulados 29 ataques hackers, e apenas 5 deles perfuraram alguma das instâncias de proteção do TSE. Nenhuma das investidas sequer chegou perto de acessar o sistema das urnas ou da apuração.

O documento conta com a assinatura de especialistas do MPF, OAB, Congresso Nacional, PF, Confea e Sociedade Brasileira de Computação (SBC), além de três especialistas da área acadêmica e/ou científica.

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