Como a oposição salvou o mandato de André Vargas

Deputado petista estava pronto para entregar o mandato, depois de renunciar à vice-presidência da Câmara; no entanto, deputados oposicionistas, como Rubens Bueno (PPS/PR) e Julio Delgado (PSB/MG) radicalizaram o discurso, ao afirmar que o processo de Vargas no Conselho de Ética irá continuar mesmo com sua renúncia; resultado: Vargas, que sairia, ficou; ponto para a oposição?

Deputado petista estava pronto para entregar o mandato, depois de renunciar à vice-presidência da Câmara; no entanto, deputados oposicionistas, como Rubens Bueno (PPS/PR) e Julio Delgado (PSB/MG) radicalizaram o discurso, ao afirmar que o processo de Vargas no Conselho de Ética irá continuar mesmo com sua renúncia; resultado: Vargas, que sairia, ficou; ponto para a oposição?
Deputado petista estava pronto para entregar o mandato, depois de renunciar à vice-presidência da Câmara; no entanto, deputados oposicionistas, como Rubens Bueno (PPS/PR) e Julio Delgado (PSB/MG) radicalizaram o discurso, ao afirmar que o processo de Vargas no Conselho de Ética irá continuar mesmo com sua renúncia; resultado: Vargas, que sairia, ficou; ponto para a oposição? (Foto: Valter Lima)

247 - A renúncia do deputado federal André Vargas (PT) era dada como praticamente certa desde que ele anunciou, na semana passada, que entregaria o cargo de vice-presidente da Câmara. Evitaria assim uma possível cassação e a consequente inelegibilidade. Com a pressão midiática, após denúncias de envolvimento dele com o doleiro Alberto Youssef, a direção do PT entendia que a renúncia era a melhor decisão, dado o fato de este ser um ano eleitoral. No entanto, a oposição fez Vargas mudar sua rota. 

Deputados oposicionistas como Rubens Bueno (PPS/PR) e Julio Delgado (PSB/MG) radicalizaram o discurso contra Vargas. Não satisfeitos com a saída dele da Mesa Diretora da Câmara, afirmaram que o processo de Vargas no Conselho de Ética irá continuar mesmo com sua renúncia.

Relator do processo de André Vargas no Conselho de Ética, Delgado tem dito que mesmo com a eventual renúncia do petista, o colegiado dará prosseguimento às investigações. "A Constituição garante que o processo continue mesmo após a renúncia e que se suspenda os efeitos da renúncia até o trâmite final no Conselho de Ética e no plenário", afirmou. "A gente sabe que a renúncia dele, neste momento, depois de aberto um processo, é uma jogada meramente política. Não se tem nenhum obstáculo no âmbito da representação do conselho em função da renúncia. Então, ele estará inelegível por oito anos se renunciar, com base na Lei da Ficha Limpa", afirmou.

Tal pressão fez Vargas repensar sua decisão. Na reunião com petistas, não se chegou a um consenso. Uma parte defendeu que ele renunciasse ao mandato. Outros, no entanto, apoiam sua decisão de continuar no mandato e lutar pelo esclarecimento dos fatos. Além disso, nas últimas 24 horas, Vargas recebeu muitos apelos da militância petista para permanecer no cargo e se defender na Comissão de Ética.

Agora à noite, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT), afirmou que Vargas decidiu não mais renunciar ao mandato parlamentar, conforme tinha anunciado. Vicentinho informou ter conversado com Vargas por telefone depois de ter sido protocolada na Câmara, nesta quarta-feira, a carta em que o parlamentar o renunciou ao cargo de vice-presidente da Casa.

A renúncia de André Vargas ao mandato de deputado era esperada para esta terça-feira (15), quando Vargas recuou e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que iria "reestudar" o que fazer. A justificativa do deputado para voltar atrás é a possibilidade de a sua renúncia ser mantida suspensa devido ao processo disciplinar aberto contra ele no Conselho de Ética da Câmara. Ele acabou formalizado apenas a renúncia à Vice-Presidência da Casa. De acordo com Vicentinho, o próprio Vargas telefonou para ele para informar que não renunciaria mais. 

"Conversei com o Vargas há pouco e ele disse que não vai renunciar. Claro que eu acredito que seja uma decisão do momento. Ele quer poder se defender perante os deputados", disse. Vargas irá virar o jogo? Conseguirá provar que não praticou ilegalidades? E a oposição? Como receberá a decisão?

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