Cunha ainda é o melhor conselheiro de Temer

Embora a primeira entrevista de Eduardo Cunha após a cassação tenha repercutido pelo ensaio de delação contra Moreira Franco, a quem ele acusa de ter inventado o FI-FGTS, ela também revela que o ex-presidente da Câmara, mesmo encrencado na Justiça, pensa melhor do que os palacianos que hoje o cercam; segundo Cunha, o PSDB, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tenta levar o governo "na mão grande"; isso explicaria a altíssima impopularidade de Temer, que, além de ter sua legitimidade contestada, tenta impor um programa derrotado nas urnas; "ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição", diz Cunha

Embora a primeira entrevista de Eduardo Cunha após a cassação tenha repercutido pelo ensaio de delação contra Moreira Franco, a quem ele acusa de ter inventado o FI-FGTS, ela também revela que o ex-presidente da Câmara, mesmo encrencado na Justiça, pensa melhor do que os palacianos que hoje o cercam; segundo Cunha, o PSDB, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tenta levar o governo "na mão grande"; isso explicaria a altíssima impopularidade de Temer, que, além de ter sua legitimidade contestada, tenta impor um programa derrotado nas urnas; "ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição", diz Cunha
Embora a primeira entrevista de Eduardo Cunha após a cassação tenha repercutido pelo ensaio de delação contra Moreira Franco, a quem ele acusa de ter inventado o FI-FGTS, ela também revela que o ex-presidente da Câmara, mesmo encrencado na Justiça, pensa melhor do que os palacianos que hoje o cercam; segundo Cunha, o PSDB, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tenta levar o governo "na mão grande"; isso explicaria a altíssima impopularidade de Temer, que, além de ter sua legitimidade contestada, tenta impor um programa derrotado nas urnas; "ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição", diz Cunha (Foto: Leonardo Attuch)

247 – A primeira entrevista de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) após sua cassação, concedida à jornalista Vera Rosa, repercutiu, naturalmente, pelo que tinha de mais explosivo: o ensaio de delação contra Moreira Franco, hoje um dos principais assessores de Michel Temer.

“Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco. No programa de privatização, dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 12 bilhões vêm de onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição”, disse Cunha (saiba mais aqui).

Cunha, no entanto, fez também um preciso diagnóstico da altíssima impopularidade de Temer, que, além de ter sua legitimidade contestada, tenta impor um programa de governo derrotado nas urnas.

"Temos um problema: o Michel foi eleito com a Dilma com um programa que ela não cumpriu. E ele também não está cumprindo. Por outro lado, ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição. Que o Brasil precisa de reforma previdenciária, trabalhista, não tenho dúvida. Mas é difícil fazer uma coisa muito radical, no meio de um mandato, com alguém sem a legitimidade de estar discutindo isso debaixo de um processo eleitoral", disse Cunha. "A população aplaudiu porque tirou a Dilma, mas não está satisfeita."

Impopularidade no colo de Temer

Para o ex-presidente da Câmara, a relação com o PSDB e o DEM seria problemática, porque esses dois partidos estariam querendo levar o governo "na mão grande" e também impor uma agenda impopular a Temer.

"O Michel tem de tomar cuidado porque, no fundo, o PSDB quer jogar a impopularidade no colo dele para depois nadar de braçada", disse ele. "Não acho que tenha de colocar o PSDB e o DEM para fora, mas esses dois partidos não podem querer tomar conta do governo na mão grande. É isso que solidifica o discurso do golpe. O País ainda não entrou numa estabilidade política."

De fato, no golpe imaginado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e colocado em marcha pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), Temer colocaria para fora todo o saco de maldades e, em seguida, convidaria um tucano para presidir um Brasil saneado, a partir de 2018. O projeto, no entanto, tem fracassado, uma vez que todos os indicadores econômicos – especialmente os fiscais – têm se deteriorado em razão da instabilidade política.

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