Defesa de Lula rebate reportagem da Folha de S. Paulo sobre julgamento de Moro no STF

Advogados de Lula rechaçam matéria afirmando que a defesa do ex-presidente estaria atuando para viabilizar o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro no STF após a aposentadoria do ministro Celso de Mello

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247 - A defesa do ex-presidente Lula, representada pelos advogados Cristiano Zanin e Valeska T. Zanin Martins, divulgou uma nota nesta quarta-feira (12) rechaçando uma reportagem veiculada hoje no jornal Folha de S. Paulo afirmando que a defesa do ex-presidente estaria atuando para viabilizar o julgamento do caso envolvendo a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no Supremo Tribunal Federal após a aposentadoria do ministro decano da Corte, Celso de Mello.  

A matéria diz que “a estratégia da defesa do petista é viabilizar o julgamento do caso com somente quatro integrantes[ no colegiado do STF], no período entre a saída do decano da corte e a posse do substituto, intervalo que costuma durar mais de um mês". 

"Assim, os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski seriam suficientes para assegurar a vitória judicial de Lula, uma vez que o empate em matéria criminal beneficia o réu", acrescenta. 

Leia a íntegra da nota dos advogados:

“É factualmente incorreta a afirmação veiculada hoje (12/08/2020) pelo jornal Folha de S. Paulo de que a defesa do ex-Presidente Lula estaria atuando para 'viabilizar o julgamento do caso [suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos processos envolvendo o ex-presidente Lula] com somente quatro integrantes' da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal ( 'Buraco no Supremo após aposentadoria de Celso de Mello é aposta de Lula contra Moro').

Na condição de impetrantes do habeas corpus (juntamente com a equipe do Teixeira, Martins & advogados) nossa iniciativa foi diametralmente diversa daquela afirmada pelo jornal: pedimos que o habeas corpus sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos envolvendo Lula seja julgado o mais breve possível diante das preferências legais e regimentos que incidem sobre a ação.

Mesmo alertado, o jornal preferiu republicar a reportagem no meio impresso com o erro factual apontado. Se a defesa técnica constituída por Lula, impetrante do habeas corpus e única legitimada a falar sobre a ação, nos termos do Código de Ética da Advocacia, esclareceu ao jornal que vem pedindo formalmente o julgamento prioritário do habeas corpus, não se pode cogitar de uma 'defesa' que estaria atuando de modo diverso.

Cristiano Zanin Martins
Valeska T. Zanin Martins”

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