Dilma: “Não acredito em ruptura institucional”

Questionada na Suécia, onde firma acordos comerciais, se um eventual processo de impeachment não colocaria em risco a compra de caças suecos pelo Brasil, a presidente afirmou, nesta segunda-feira 19, que a crise econômica não afetará o negócio, pois os problemas são "conjunturais"; "Também asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional. Nós somos uma democracia e temos tanto um Legislativo, como também um Judiciário e um Executivo independentes, que funcionam com autonomia e também harmonia", disse Dilma

Presidenta Dilma Rousseff durante reunião ampliada. (Estocolmo - Suécia, 19/10/2015)
Presidenta Dilma Rousseff durante reunião ampliada. (Estocolmo - Suécia, 19/10/2015) (Foto: Gisele Federicce)
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247 – A presidente Dilma Rousseff voltou a discursar contra o golpe nesta segunda-feira 19 em Estocolmo, na Suécia, quando questionada por uma jornalista sueca se um eventual processo de impeachment não colocaria em risco a compra de 36 caças suecos pelo Brasil por US$ 4,5 bilhões.

A presidente assegurou que a crise econômica brasileira não afetará o negócio, pois nossos problemas são "conjunturais". E afirmou não acreditar em "ruptura institucional", pois o Brasil tem instituições "independentes, que funcionam com autonomia e também harmonia".

"O Brasil tem uma economia estruturalmente sólida. Nós não temos bolhas de crédito, não temos um processo estrutural que leve o Brasil a uma crise profunda, não temos problemas monetários", enumerou. "A crise do Brasil é conjuntural e está sendo enfrentada", disse Dilma.

"Também asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional. Nós somos uma democracia e temos tanto um Legislativo, como também um Judiciário e um Executivo independentes, que funcionam com autonomia e também harmonia", declarou.

A resposta foi dada durante coletiva após declaração conjunta de Dilma e do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, sobre os negócios firmados entre os dois países. Dilma viajou a Estocolmo principalmente para tratar da compra dos caças Gripen NG da empresa sueca Saab, cujo contrato foi assinado em outubro do ano passado.

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