Dilma se prepara para batalha de 180 dias

Aposta do governo é que, com o comando do processo de impeachment saindo das mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para as do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, o rito seja menos hostil ao Planalto, segundo a colunista Natuza Nery; se a presidente for suspensa do exercício de suas funções pelo Senado por até 180 dias, como é previsto na chamada Lei do Impeachment, ela receberá metade do seu salário até a votação final sobre as acusações que pesam contra ela

Brasília- DF 13-04-2016 Presidenta Dilma durante cerimônia de Assinatura de renovação de contrato de arrendamento entre a Secretaria Especial de Portos e o Terminal de Contêineres de Paranaguá Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT
Brasília- DF 13-04-2016 Presidenta Dilma durante cerimônia de Assinatura de renovação de contrato de arrendamento entre a Secretaria Especial de Portos e o Terminal de Contêineres de Paranaguá Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT (Foto: Roberta Namour)

247 – A presidente Dilma Rousseff já se prepara para 180 dias de resistência caso a abertura do impeachment seja confirmada pelo Senado.

Aposta do governo, segundo a colunista Natuza Nery, é que, com o comando do processo saindo das mãos de Eduardo Cunha para as de Ricardo Lewandowski, o rito seja menos hostil ao Planalto.

Ela acrescenta que a expectativa é que o ajuste fiscal proposto por Michel Temer, a pressão de movimentos sociais e, finalmente, desdobramentos da Lava Jato permitam que a petista retome o mandato ao fim do julgamento.

Se a presidente for suspensa do exercício de suas funções pelo Senado por até 180 dias, como é previsto na chamada Lei do Impeachment, ela receberá metade do seu salário - R$ 15,4 mil mensais - até a votação final sobre as acusações que pesam contra ela. Ela não poderá utilizar o Planalto, mas teria direito a permanecer no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.

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