Direita faz chantagem pela volta das doações

E ainda ameaça recolocar em votação a chamada pauta-bomba, caso não haja apoio do Planalto à medida que contraria decisão do STF que baniu o financiamento empresarial de campanhas; proposta é defendida pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e foi costurada com apoio do PMDB, do PSDB de Aécio Neves, do DEM de Agripino Maia, além de PP, PR e PTB; intenção da oposição é derrubar o veto que a presidente Dilma já anunciou à lei que permite as doações de empresas em campanhas ainda nesta semana, para atender à regra de que alterações na legislação eleitoral só valem pelo menos um ano antes da próxima eleição



E ainda ameaça recolocar em votação a chamada pauta-bomba, caso não haja apoio do Planalto à medida que contraria decisão do STF que baniu o financiamento empresarial de campanhas; proposta é defendida pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e foi costurada com apoio do PMDB, do PSDB de Aécio Neves, do DEM de Agripino Maia, além de PP, PR e PTB; intenção da oposição é derrubar o veto que a presidente Dilma já anunciou à lei que permite as doações de empresas em campanhas ainda nesta semana, para atender à regra de que alterações na legislação eleitoral só valem pelo menos um ano antes da próxima eleição
E ainda ameaça recolocar em votação a chamada pauta-bomba, caso não haja apoio do Planalto à medida que contraria decisão do STF que baniu o financiamento empresarial de campanhas; proposta é defendida pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e foi costurada com apoio do PMDB, do PSDB de Aécio Neves, do DEM de Agripino Maia, além de PP, PR e PTB; intenção da oposição é derrubar o veto que a presidente Dilma já anunciou à lei que permite as doações de empresas em campanhas ainda nesta semana, para atender à regra de que alterações na legislação eleitoral só valem pelo menos um ano antes da próxima eleição (Foto: Aquiles Lins)
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247 - Não satisfeitos com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional as doações de empresas privadas a partidos e candidatos em campanha eleitorais, os principais líderes de partidos de oposição fecharam acordo mediado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para pressionar a presidente Dilma Rousseff a não vetar as doações de empresas em campanhas eleitorais. 

Em almoço nessa terça-feira 29, PMDB, DEM, PSDB, PP, PR e PTB acordaram que só darão quórum nesta quarta-feira 30 para que haja a votação dos vetos de Dilma a projetos da chamada pauta-bomba caso, nessa mesma sessão, seja colocado em pauta o veto presidencial ao financiamento empresarial. Só não participaram do almoço na casa de Cunha o PT, o PCdoB e o PDT.

Dilma já anunciou a integrantes da base aliada que deverá seguir a decisão do Supremo e vetar a lei aprovada no Congresso que permite as doações de empresas a partidos e políticos em campanha. A presidente argumenta que não pode desrespeitar uma decisão do Supremo e sancionar um dispositivo legal cujo teor seria contrário à Constituição.

Nesta mesma terça, Cunha foi autorizado pelos líderes oposicionistas, como Aécio Neves (PSDB) e Agripino Maia (DEM), a informar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do acordo. 

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A intenção dos deputados e senadores da oposição é derrubar o veto ainda nesta semana em obediência à regra de que alterações na legislação eleitoral só valem para aquele pleito se tiverem sido tomadas com pelo menos um ano de antecedência.

O governo quer realizar a sessão de análise dos vetos de Dilma nesta quarta como forma de dar uma sinalização de austeridade ao mercado e ao mundo político. A intenção é manter os vetos de Dilma ao reajuste dos servidores do Judiciário (impacto de R$ 36 bilhões até 2019) e à extensão da política de valorização do salário mínimo a todos os aposentados (R$ 9 bilhões).

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