Eleição de Marina deve pôr em xeque modelo de coalizão

Caso Marina Silva seja eleita presidente, terá uma base no Congresso que deverá ser semelhante à de Fernando Collor, colocando em xeque o modelo que sustenta a relação entre Executivo e Legislativo desde a redemocratização, em 1985; além disso, será bastante dependente do PSDB para aprovar projetos, uma vez que PMDB e PT devem migrar para a oposição

Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, durante lançamento de seu programa de governo, em São Paulo 29/08/2014 REUTERS/Paulo Whitaker
Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, durante lançamento de seu programa de governo, em São Paulo 29/08/2014 REUTERS/Paulo Whitaker (Foto: Gisele Federicce)

247 – Caso seja eleita presidente da República, Marina Silva terá uma base no Congresso semelhante à do ex-presidente Fernando Collor. O cenário colocará em xeque o modelo de presidencialismo de coalizão, em voga desde a redemocratização, em 1985.

Além disso, Marina deverá ficar bastante dependente do PSDB para a aprovação de projetos, uma vez que o PT e o PMDB sinalizam que devem migrar para a oposição em um eventual governo da ex-senadora.

Segundo análise dos jornalistas João Domingos, Ricardo Brito e Ricardo Della Coletta, em reportagem no jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (leia aqui), outro motivo para a "tucanodependência" de Marina é a boa interlocução que o PSB tem com o PSDB.

"O modelo idealizado é o mesmo colocado em prática pelo presidente Itamar Franco (1992-1994): escolhas pessoais para os ministérios e maiorias eventuais para aprovar projetos", diz ainda a matéria, que traz um adendo: os críticos a esse modelo lembram que o governo Itamar foi tampão e se deu antes da intensa polarização entre PT e PSDB.

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