FHC reafirma sua posição favorável ao golpe

"A presidente perdeu a oportunidade de fazer o que o Brasil precisava no momento da sua eleição, um programa mais consensual, com apoio político e da população. Acho que a melhor alternativa é tristemente a do impeachment", afirma o ex-presidente tucano, em enquete que a Folha realizou com 31 intelectuais

SÃO PAULO, SP, 18.09.2012: PENSE LIVRE/FHC – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante o lançamento da Rede Pense Livre – Por uma Política de Drogas que Funcione no auditório do Itaú Cultural em São Paulo. A Rede Pense Livre tem como propósito pro
SÃO PAULO, SP, 18.09.2012: PENSE LIVRE/FHC – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante o lançamento da Rede Pense Livre – Por uma Política de Drogas que Funcione no auditório do Itaú Cultural em São Paulo. A Rede Pense Livre tem como propósito pro (Foto: Gisele Federicce)

247 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reafirmou sua posição favorável ao golpe em enquete que a Folha realizou com 31 intelectuais na edição deste domingo 10. "Acho que a melhor alternativa é tristemente a do impeachment", disse o tucano. Leia abaixo a íntegra de sua posição:

Infelizmente tenho que ser a favor do impeachment. O impeachment é uma disposição constitucional e legal. No caso em discussão, não só o caso das chamadas pedaladas fiscais é crime de responsabilidade, a reiteração de uso de recursos não orçamentados, gastos para uso em programas sociais e sobretudo empresariais, é caso de impeachment.

Mas não é só isso. O impeachment depende de uma base jurídica mas também da condição política, da capacidade de governar. A presidente perdeu a oportunidade de fazer o que o Brasil precisava no momento da sua eleição, um programa mais consensual, com apoio político e da população.

Acho que a melhor alternativa é tristemente a do impeachment.

O legado positivo dessa crise é forçar as mudanças das regras eleitorais e e partidárias. O sistema político está carcomido. Não é só a presidente Dilma. Aliás, ela não é acusada pessoalmente, é institucionalmente. Se do impeachment derivar uma possibilidade de mudança na estrutura partidária e eleitoral, terá sido positivo.

Positivo mesmo até agora tem sido a Lava Jato. O sistema levou a uma corrupção organizada e com as bênçãos do poder. Se a Lava Jato e o impeachment servirem para manter o processo de melhoria cultural, que é o respeito à lei, e alterarem as regras de funcionamento dos partidos, terá sido positivo. Se não, depende da capacidade que tem aquele que vier a suceder a presidente de resolver esse problema e outros mais, especialmente os econômicos e sociais. Ninguém no Brasil mais pode ousar pensar em não levar adiante programas sociais, de distribuição de renda. Esse é um imperativo nacional e constitucional.

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