Flexa: Rombo no Postalis chega a R$ 5,6 bilhões

Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou nesta quarta-feira, 1º, da tribuna do Senado, que já chegou a R$ 5,6 bilhões o rombo no Postalis, o fundo de previdência complementar dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; a partir deste 1º de abril começa a ser cobrada dos funcionários uma contribuição adicional de 25% dos salários para cobrir o rombo pelos próximos 15 anos; senador citou investimentos "pouco ortodoxos" do Postalis, como o realizado junto com o Petros, o fundo de pensão da Petrobras, no valor de R$100 milhões, em debêntures lastreadas em matrículas da Universidade Gama Filho, no Rio

Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou nesta quarta-feira, 1º, da tribuna do Senado, que já chegou a R$ 5,6 bilhões o rombo no Postalis, o fundo de previdência complementar dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; a partir deste 1º de abril começa a ser cobrada dos funcionários uma contribuição adicional de 25% dos salários para cobrir o rombo pelos próximos 15 anos; senador citou investimentos "pouco ortodoxos" do Postalis, como o realizado junto com o Petros, o fundo de pensão da Petrobras, no valor de R$100 milhões, em debêntures lastreadas em matrículas da Universidade Gama Filho, no Rio
Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou nesta quarta-feira, 1º, da tribuna do Senado, que já chegou a R$ 5,6 bilhões o rombo no Postalis, o fundo de previdência complementar dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; a partir deste 1º de abril começa a ser cobrada dos funcionários uma contribuição adicional de 25% dos salários para cobrir o rombo pelos próximos 15 anos; senador citou investimentos "pouco ortodoxos" do Postalis, como o realizado junto com o Petros, o fundo de pensão da Petrobras, no valor de R$100 milhões, em debêntures lastreadas em matrículas da Universidade Gama Filho, no Rio (Foto: Aquiles Lins)

Agência Senado - O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou nesta quarta-feira, 1º, da tribuna do Senado, que já chegou a R$ 5,6 bilhões o rombo no Postalis, o fundo de previdência complementar dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O pior, segundo o parlamentar, é que a partir deste 1º de abril começa a ser cobrada dos funcionários uma contribuição adicional de 25% dos salários para cobrir o rombo pelos próximos 15 anos.

O senador citou investimentos "pouco ortodoxos" do Postalis, como o realizado junto com o Petros, o fundo de pensão da Petrobras, no valor de R$100 milhões, em debêntures lastreadas em matrículas da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Em 2013, no ano em que foi feito o aporte, de acordo com Flexa Ribeiro, a universidade havia fechado as portas, pelo fato de ter sido descredenciada pelo MEC.

A "bomba relógio" do Postalis, ainda conforme o senador, começou a "contagem regressiva" em 2008, quando o governo do então presidente Lula "fez pouco caso" do problema. Somente agora, com as investigações da Operação Lava Jato, é que o senador disse ter entendido o motivo da "displicência" do então presidente.

Flexa Ribeiro afirmou terem sido encontrados pela Polícia Federal e-mails do doleiro Alberto Youssef atribuindo relação direta do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a uma aplicação de R$ 73 milhões dos fundos Petros e Postalis.

O parlamentar citou ainda "várias notícias" sobre a perda de R$ 190 milhões com papéis lastreados em títulos de dívida da Argentina e a compra de notas relacionadas à dívida externa da Venezuela.

"São exemplos de como o dinheiro suado de carteiros e demais colaboradores da ECT vinha sendo utilizado, de forma inclusive, absolutamente irresponsável", afirmou.

Além disso, de acordo com Flexa Ribeiro, o Ministério Público chegou a pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigasse junto à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) as circunstâncias da aplicação dos recursos do Postalis em ações do grupo EBX, do empresário Eike Batista.

Para investigar os problemas com o fundo previdenciário dos Correios, tramita no Senado dois pedidos para instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Um de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB/SP) e outro do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB). 

Em aparte, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que a bancada de seu partido tomou a iniciativa de propor uma CPI para investigar os fundos de pensão. O Postalis, conforme Alvaro, "talvez seja o epicentro desse novo escândalo".

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