Folha implode divisão da chapa Dilma-Temer

Jornal revela que assessores de Michel Temer foram pagos com recursos da campanha de Dilma em 2014; assessor de Comunicação de Temer, Marcio Freitas, que foi uma das pessoas pagas pelo PT, saiu-se com o argumento – frágil, diga-se de passagem – que Temer defende a divisão pelo caminho da arrecadação distinta, e não dos gastos separados; ou seja: se Temer não cair pelas denúncias de Marcelo Calero, será fatalmente afastado no TSE; isso sem falar na polêmica história de Otávio Azevedo, que disse ter dado R$ 1 milhão em propina à chapa, mas mudou sua versão quando soube que destinatário era Temer

Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, na posse em 2014
Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, na posse em 2014 (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que as contas da campanha presidencial de Dilma Rousseff pagou os salários de assessores pessoais de seu vice na chapa, e hoje presidente da República, Michel Temer. A chefe de gabinete de Temer e o atual secretário de Comunicação da Presidência foram, por exemplo, remunerados pela "candidata Dilma Rousseff" durante a disputa, embora o peemedebista tenha registrado uma conta própria na Justiça Eleitoral. Os resultados derrubam, mais uma vez, a tese de separação das contas defendida por Temer para tentar escapar de uma eventual condenação dos números da campanha na Corte. 

As informações são da Folha de S.Paulo.

"Para evitar a cassação de seu mandato, a assessoria jurídica de Temer solicitou que o então vice tivesse seu caso julgado separadamente de Dilma, sob o argumento de que, com uma conta própria, houvera "movimentação distinta de recursos".

Mas, segundo comprovantes de depósitos e recibos apresentados ao tribunal, quatro colaboradores diretos de Temer –a chefe de gabinete, dois assessores de imprensa e o assessor jurídico– receberam, juntos, R$ 543 mil de julho a outubro de 2014.

Atual secretário de comunicação de Temer, Márcio de Freitas Gomes recebeu R$ 109 mil transferidos da conta da campanha de Dilma, R$ 27,3 mil mensais. Outro assessor de imprensa de Temer, Bernardo Gustavo recebeu o mesmo valor.

Derrotados no segundo turno, o PSDB e seus coligados entraram com três ações de impugnação da chapa Dilma/Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições. Nas ações, requerem a posse dos senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP) como presidente e vice.

O processo passa agora por uma fase de complementação de provas. A expectativa é que vá a julgamento pelo plenário do TSE no primeiro trimestre de 2017."

 

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