Gilmar, peça central na derrubada de Dilma, mira Veneuzela

O ministro Gilmar Mendes, que impediu a posse do ex-presidente Lula no governo Dilma e depois salvou Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, decidiu atuar contra a Venezuela; nesta sexta-feira, ele pediu a suspensão da Venezuela de órgãos eleitorais da América do Sul, apontando "redução do espaço democrático"; mas e o Brasil, ministro: é uma democracia?

O ministro Gilmar Mendes, que impediu a posse do ex-presidente Lula no governo Dilma e depois salvou Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, decidiu atuar contra a Venezuela; nesta sexta-feira, ele pediu a suspensão da Venezuela de órgãos eleitorais da América do Sul, apontando "redução do espaço democrático"; mas e o Brasil, ministro: é uma democracia?
O ministro Gilmar Mendes, que impediu a posse do ex-presidente Lula no governo Dilma e depois salvou Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, decidiu atuar contra a Venezuela; nesta sexta-feira, ele pediu a suspensão da Venezuela de órgãos eleitorais da América do Sul, apontando "redução do espaço democrático"; mas e o Brasil, ministro: é uma democracia? (Foto: Leonardo Attuch)
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André Richter – Repórter da Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, pediu hoje (4) a suspensão da Venezuela de órgãos eleitorais da América do Sul. Em ofício encaminhado ao Instituto Interamericano de Direitos Humanos e Promoção Eleitoral (IIDH), o ministro pediu providências e disse que o país perdeu a independência e a capacidade de garantir eleições livres em função das denúncias de manipulação nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte.

“Os fatos são conhecidos por todos. A Venezuela passa por um longo processo de redução do espaço democrático, incluindo a suspensão de eleições constitucionalmente agendadas, prisões políticas, a repressão de manifestações pacíficas, entre outras violações dos direitos humanos”, disse Gilmar Mendes.

Amanhã (5), os chanceleres do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, vão se reunir em São Paulo para tomar uma decisão definitiva sobre a situação da Venezuela com base no Protocolo de Ushuaia, que inclui uma cláusula democrática que pode levar à suspensão política do país no bloco.

Desde 1º de abril, a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, muitas delas violentas e que já deixaram cerca de 100 mortos e mais de mil feridos. O governo Maduro deu posse nesta sexta-feira a uma nova Assembleia Nacional Constituinte, que a oposição não aceita. A iniciativa foi criticada pelo Mercosul, bloco do qual a Venezuela também faz parte, mas está suspensa por causa dos conflitos políticos.

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