Gleisi denuncia tendenciosidade da Lava jato e diz que petistas não enriqueceram ilicitamente

Senadora Gleisi Hoffmann, primeira mulher a ser eleita para presidir o PT, afirmou que a Operação Lava Jato foi "tendenciosa desde o início, e que teve foco no PT, na desconstrução de suas lideranças, de seu líder maior, o Lula. Não tem provas concretas, e mesmo assim as pessoas foram processadas, denunciadas"; Para a senadora, os petistas citados na Lava Jato não enriqueceram de maneira ilícita e que o partido teve "recursos de campanha que estão sendo envolvidos nesse processo pela forma como é o financiamento das campanhas eleitorais no Brasil"; para ela, o partido deverá se reaproximar dos movimentos sociais e buscar alianças "mais programáticas" para as próximas eleições

Senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann
Senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (Foto: Paulo Emílio)

247 - A senadora Gleisi Hoffmann afirmou que terá "uma grande responsabilidade" pela frente ao ser a primeira mulher eleita para presidir o PT desde a fundação das legendas. Ela denunciou, ainda, que a Operação Lava Jato foi "tendenciosa desde o início, e que teve foco no PT, na desconstrução de suas lideranças, de seu líder maior, o Lula. Grande parte desses processos não observou o devido processo legal. Não tem provas concretas, e mesmo assim as pessoas foram processadas, denunciadas". Para a senadora, os petistas citados na Lava Jato não enriqueceram de maneira ilícita e que o partido teve "recursos de campanha que estão sendo envolvidos nesse processo pela forma como é o financiamento das campanhas eleitorais no Brasil".

Para a nova presidente do PT, o partido deverá buscar uma reaproximação com os movimentos sociais, além de buscar alianças mais programáticas visando as próximas eleições. "Tivemos duas fases importantes de relação com os movimentos sociais na nossa existência. A primeira fase foi antes de sermos governo. O PT foi um partido político construído a partir dessas lutas e para representá-los. Viramos governo, nós levamos para o governo essa experiência. Tanto que nós fizemos inúmeras conferências setoriais para discutir políticas públicas de vários movimentos, e colocamos em prática políticas públicas importantes para esses setores. Mas foi uma relação muito institucional. O partido se afastou um pouco, até porque seus quadros foram para o governo. E agora nós estamos numa fase de retomada, de aproximação política", disse Gleisi ao portal UOL.

Segundo ela, a Operação Lava Jato ressaltou a luta de classes na sociedade brasileira. "O que nós estamos vendo no Brasil hoje é uma luta aberta de classes, onde a elite brasileira não tem responsabilidade com a maioria do povo, e usa subterfúgios inclusive como esses para criminalizar o PT e suas lideranças", disse.

Uma das estratégias do PT para se recompor será a busca por novas alianças, mais programáticas, segundo ela. "É óbvio que um programa de governo não é só o programa do PT. Nós vamos procurar trazer setores da centro-esquerda para fazer alianças, setores da esquerda, para podermos ter um programa que dialogue com a população brasileira", afirma. Segundo ela, alianças partidárias com legendas como o PMDB tendem a ser evitadas.

"Acho que não temos condições de falar de partidos, nós podemos falar de pessoas. O PMDB tem Roberto Requião no Paraná, que foi um grande aliado nosso e é um grande aliado. Não posso dizer que ele não vai ser um aliado nosso, e é do PMDB. Então eu acho que a gente tem que olhar muito as condições do partido em cada Estado. Como a gente não tem partidos nacionais como o PT -- tinha o PSDB que parece que agora não vai mais ter, está se desmilinguindo, o PMDB sempre foi uma federação-- nós temos que ter critérios em relação a isso", destacou.

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