"Ibope traz preocupação e alívio", diz ministro

Números da pesquisa Ibope divulgada ontem dividiu os sentimentos no Planalto: se de um lado mostra que Dilma mantém a trajetória gradativa de queda na aprovação e na corrida eleitoral, nenhum candidato da oposição conseguiu capitalizar isso; "Apesar do forte noticiário negativo das últimas semanas, a oposição não conseguiu crescer", afirmou um ministro, em off; "O governo precisa mudar a agenda rapidamente. Ainda há tempo para recuperar a popularidade. Mas, agora, o esforço será maior", frisou

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia com participantes da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente - IV CNIJMA. (Brasília - DF, 02/12/2013)
Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia com participantes da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente - IV CNIJMA. (Brasília - DF, 02/12/2013) (Foto: Valter Lima)

247 - Os números da pesquisa Ibope divulgada ontem trouxe um sentimento ambíguo ao Planalto: se de um lado mostra que a presidente Dilma Rousseff mantém a trajetória gradativa de queda na aprovação e na corrida eleitoral, nenhum candidato da oposição conseguiu capitalizar o momento negativo do governo. "Apesar do forte noticiário negativo das últimas semanas, a oposição não conseguiu crescer. Essa pesquisa traz um sentimento de preocupação e alívio", disse um ministro petista, em conversa com o jornalista Gerson Camarotti (leia mais aqui).

Outros números da pesquisa preocupam mais o Planalto. Segundo interlocutores da presidente, o item que mostra desaprovação (48%) maior que a aprovação (47%) do governo é um indicador que também acende a luz amarela no núcleo palaciano. "Estamos atravessando uma barreira psicológica perigosa", disse o mesmo ministro.

Também assustou integrantes do governo o fato de que a avaliação segue tendência decrescente e se aproxima do índice de meados do ano passado, no auge da onda de protestos que tomou conta do país. A avaliação negativa subiu de 27% para 30%, que demonstra um crescimento da rejeição ao governo. Em julho de 2013, esse índice foi de 31%.

"O governo precisa mudar a agenda rapidamente. É preciso fazer correções de rumo. Ainda há tempo para recuperar a popularidade. Mas, agora, o esforço será maior", frisou.

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