Ida de Lula a Recife afasta ainda mais PT de PSB

Ex-presidente programa viagem a Recife para apoiar Humberto Costa contra candidato do governador Eduardo Campos (à dir.); disputas municipais podem levar a rompimento de aliança entre os dois partidos; "Cada avanço é significativo para quem deseja disputar a Presidência", diz vice-presidente do PSB

Ida de Lula a Recife afasta ainda mais PT de PSB
Ida de Lula a Recife afasta ainda mais PT de PSB (Foto: Edição/247)

PE247 - Os desencontros entre o PSB e o PT nas eleições municipais deste ano, que levaram ao rompimento entre as legendas no Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), devem se acirrar nos próximos dias. O vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, ressalta que o provável crescimento que a sua sigla alcance no atual pleito pode ser vital para o projeto do partido de eleger um novo comandante do Palácio do Planalto. De olho nas pretensões do até então aliado no governo da presidente Dilma Rousseff, o PT vem trabalhando para brecar o crescimento socialista, envolvendo até o ex-presidente Lula na disputa pela Prefeitura do Recife.

"É lógico que cada avanço é significativo para quem deseja disputar a Presidência da República. A eleição de um vereador em Jaboatão (Pernambuco), por exemplo, já é importante, quanto mais a ampliação do número de prefeitos e isso em cidades importantes", afirmou Roberto Amaral. Apesar da declaração, o dirigente frisa que o fortalecimento do PSB nessas eleições municipais não implica diretamente na construção de um projeto solo em âmbito nacional.

Para ele, o partido precisa, primeiro, focar na melhora de seu desempenho nas capitais e trabalhar a consolidação do seu "modo de governar". Ele também faz questão de dizer que a aliança com o PT está mantida. "Não há rompimento. Tivemos divergências regionais. A nossa aliança nacional, a com o governo da presidente Dilma, permanece da mesma forma", afirmou Roberto Amaral.

Já pelo lado do PT, a vinda de Lula ao recife, para se engajar na campanha do senador Humberto Costa, é vista como uma resposta aos planos do PSB. O próprio Lula teria dito ao governador Eduardo Campos, em conversa recente, que, após os rachas no Recife, Belo Horizonte e Fortaleza, o PT anda desconfiado das pretensões do gestor e de seu partido no que diz respeito às eleições presidenciais de 2014. Na campanha de 2006, Lula somente veio à capital pernambucana no segundo turno, quando o petista já estava fora da disputa. Na ocasião o apoio foi dado a Eduardo Campos.

O maior líder petista sabe que o peso de sua presença na capital pernambucana, casa do governador Eduardo Campos, é um sinal mais do que claro de que eles já não têm a mesma sintonia e os desdobramentos do imbróglio serão sentidos mais à frente por ambos os lados.

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