Interferência de Bolsonaro pode desacreditar PF, diz líder de delegados

O presidente da ADPF, Edvandir Felix de Paiva, afirma que a influência do presidente deve se limitar à escolha do diretor-geral da PF, cargo máximo da instituição, e cabe ao diretor-geral ter liberdade para compor sua equipe

Jair Bolsonaro diz que livro didático com temática LGBT estimula crianças ao sexo
Jair Bolsonaro diz que livro didático com temática LGBT estimula crianças ao sexo (Foto: Adriano Machado / Reuters)

247 - A indicação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que poderia intervir na escolha do chefe da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro provocou críticas de que o precedente representaria uma ameaça de interferência externa no trabalho da polícia. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. 

O presidente da ADPF (Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal), Edvandir Felix de Paiva, afirma que a influência do presidente deve se limitar à escolha do diretor-geral da PF, cargo máximo da instituição, e cabe ao diretor-geral ter liberdade para compor sua equipe.

Segundo Paiva, esse é um pressuposto para que a PF mantenha a autonomia de seu trabalho e não esteja sob a suspeita de inteferência política nas investigações.

 

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