Investigado por propinas, Padilha diz que Temer não é execrado

Embora 85% dos brasileiros queiram a saída de Michel Temer e diretas-já, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, investigado por recebimento de propinas de empreiteiras no STF, avalia que a impopularidade de Temer pode ser revertida com alguma rapidez; "As pesquisas de popularidade não são surpresa, compreendemos as razões. Mas temos esperança de reverter com alguma rapidez", afirmou; em entrevista publicada nesta quinta, Padilha, acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina no escritório do ex-assessor de Temer, o advogado José Yunes, recusou-se a comentar os inquéritos da Lava Jato; o ministro aproveitou ainda para afagar Renan e destacar a importância do líder do PMDB no Senado para o governo

Brasília - O Presidente em exercício Michel Temer e o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha reúnem-se com governadores (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - O Presidente em exercício Michel Temer e o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha reúnem-se com governadores (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, concedeu uma entrevista em que faz um balanço do um ano de Michel Temer no poder, a ser completado nesta sexta (12). 

Um dos nomes mais próximos de Temer, Padilha ignorou o fiasco econômico e os números crescentes de desaprovação do peemedebista —85% dos eleitores o querem longe do Planalto e a realização de eleições diretas-já— e disse que a rejeição a Temer pode ser revertida. 

As informações são de reportagem de Bruno Boghossian e Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo.

"O governo procura, com a maior brevidade, fazer com que o país volte ao nível de crescimento, gere empregos, distribua renda, retome a arrecadação. Quando a economia vai bem, temos esses fatores e todo mundo tem a sensação de ir bem. Quando a economia vai mal, e ela ia mal, nós temos a sensação de que a coisa não vai bem.

O governo tem humildade suficiente para saber quando a população está contente ou não. Neste momento, sabemos que a crise ainda não foi revertida por inteiro, logo, a população não está contente. As pesquisas de popularidade não são surpresa, compreendemos as razões. Mas temos esperança de reverter com alguma rapidez."

O ministro aproveitou ainda para afagar Renan e destacar a importância do líder do PMDB no Senado para o governo.

"Renan é um dos homens públicos de maior competência política. Sempre é bom contar com o apoio dele. Ele está junto conosco, mas tem manifestado discordâncias. Ele é absolutamente indispensável, precisamos e vamos contar com ele."

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