Jader Barbalho critica “moral seletiva” do PMDB

Um dos fundadores do PMDB, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) disse que a decisão do partido de deixar o governo da presidente Dilma Rousseff pode ser encarado pela opinião pública como "gesto de oportunismo político"; Barbalho não poupou críticas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); "Fico muito preocupado com a moral seletiva do PMDB e inclusive da imprensa. Já nem vejo mais no noticiário o Eduardo Cunha, acho que daqui a pouco ele passa a ser herói de vocês da imprensa. Tenho ojeriza da moral seletiva, inclusive do meu partido", ressaltou

Jader Barbalho critica “moral seletiva” do PMDB
Jader Barbalho critica “moral seletiva” do PMDB (Foto: Waldemir Barreto)

247 - O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) criticou nesta terça-feira 29 a decisão do PMDB de deixar a base do governo da presidente Dilma Rousseff. Jader é pai do ministro dos Portos, Helder Barbalho.

"Como fundador do PMDB tenho restrições a esse desembarque, até porque esse rompimento pode, inevitavelmente, ser visto pela opinião pública como um gesto de oportunismo político", disse o senador ao jornal Estado de S. Paulo.

"Acho que o PMDB não teria razão, depois de tantos anos acoplado no poder, de passar para a opinião pública a ideia de que nós, agora, nos sentimos incomodados de fazer parte do governo. Isso depois de termos tantos ministros e centenas de cargos espalhados por todo o País. Fico muito preocupado com o juízo que a história fará do gesto", avisou.

Jader disse também que a decisão por aclamação de deixar o governo serviu para "disfarçar as divergências" e não poupou críticas à atuação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Fico muito preocupado com a moral seletiva do PMDB e inclusive da imprensa. Já nem vejo mais no noticiário o Eduardo Cunha, acho que daqui a pouco ele passa a ser herói de vocês da imprensa. Tenho ojeriza da moral seletiva, inclusive do meu partido", ressaltou.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247