Janot diz que Aécio agiu para frear a Lava Jato

No recurso em que levou ao plenário do Supremo Tribunal Federal o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB), disse que Aécio quer pôr um 'freio de arrumação na Polícia Federal'; ao citar conversa de Aécio com Joesley Batista, Janot diz que "a estratégia para justificar a aprovação do projeto de abuso de autoridade é usar os supostos erros da Operação Carne Fraca, escondendo o real objetivo de que, de fato, seria para impedir ou embaraçar a Operação Lava Jato"; procurador observa que a estratégia do tucano 'coincide' com aquela discutida entre o senador Romero Jucá (PMDB/RR) e o delator Sérgio Machado, na famosa conversa em que defenderam estancar a sangria 

No recurso em que levou ao plenário do Supremo Tribunal Federal o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB), disse que Aécio quer pôr um 'freio de arrumação na Polícia Federal'; ao citar conversa de Aécio com Joesley Batista, Janot diz que "a estratégia para justificar a aprovação do projeto de abuso de autoridade é usar os supostos erros da Operação Carne Fraca, escondendo o real objetivo de que, de fato, seria para impedir ou embaraçar a Operação Lava Jato"; procurador observa que a estratégia do tucano 'coincide' com aquela discutida entre o senador Romero Jucá (PMDB/RR) e o delator Sérgio Machado, na famosa conversa em que defenderam estancar a sangria 
No recurso em que levou ao plenário do Supremo Tribunal Federal o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB), disse que Aécio quer pôr um 'freio de arrumação na Polícia Federal'; ao citar conversa de Aécio com Joesley Batista, Janot diz que "a estratégia para justificar a aprovação do projeto de abuso de autoridade é usar os supostos erros da Operação Carne Fraca, escondendo o real objetivo de que, de fato, seria para impedir ou embaraçar a Operação Lava Jato"; procurador observa que a estratégia do tucano 'coincide' com aquela discutida entre o senador Romero Jucá (PMDB/RR) e o delator Sérgio Machado, na famosa conversa em que defenderam estancar a sangria  (Foto: Aquiles Lins)

247 - No recurso em que levou ao plenário do Supremo Tribunal Federal o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB), disse que Aécio quer pôr um 'freio de arrumação na Polícia Federal'.

Janot transcreve diálogo entre o Aécio e o senador tucano José Serra (PSDB), também investigado na Lava Jato, em conversa interceptada pela Polícia Federal no dia 13 de abril. 

Aécio e Serra falam sobre uma eventual troca no Ministério da Justiça, Pasta ocupada pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB/PR). Serra sugere 'alguém como o Jungmann', em referência ao ministro da Defesa Raul Jungmann (PPS/PE).

No último dia 18, Aécio desrespeitou a decisão do ministro Edson Fachin, que o proibiu de conversar com investigados, e se reuniu com José Serra em sua residência em Brasília (leia mais).

Rodrigo Janot cita também outra conversa de Aécio, desta vez com o empresário Joesley Batista, em que o tucano fala que 'a estratégia para justificar a aprovação do projeto de abuso de autoridade é usar os supostos erros da Operação Carne Fraca, escondendo o real objetivo de que, de fato, seria para impedir ou embaraçar a Operação Lava Jato'.

"Aécio Neves se apresenta como um dos protagonistas dessa estratégia, afirmando que, nesta agenda, 'estou mergulhado nisso, minha vida é isso, minha vida virou um inferno'", assinala o procurador.

"Vê-se que a 'firmeza' que se espera do ministro da Justiça é no sentido de colocar um freio de arrumação na Policia Federal", afirma Janot.

O procurador observa que a estratégia do tucano 'coincide' com aquela discutida entre o senador Romero Jucá (PMDB/RR) e o delator Sérgio Machado. "Esses áudios estão em perfeita harmonia com os diálogos mantidos por Aécio Neves com Romero Jucá no dia 13 de abril de 2017, no qual de forma dissimulada eles tratam da junção de esforços de vários políticos para colocar um limite na 'Operação Lava Jato'; e, José Serra, no dia 13 de abril de 2017, no qual tratam da necessidade de se colocar um Ministro da Justiça forte."

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