José Mentor: a verdade veio à tona sobre a CPMI do Banestado

A relação entre FHC e Marcelo Odebrecht "apenas revela o comportamento do ex-presidente da CPMI do Banestado para proteger e blindar seus correligionários e beneficiadores", comentou o deputado, que foi relator da CPMI em 2003, encerrada sem investigar lideranças tucanas envolvidas no esquema do banco do Paraná

josé mentor
josé mentor (Foto: Gisele Federicce)

247 - O deputado federal José Mentor (PT-SP), que foi relator da CPMI do Banestado em 2003, comentou a revelação do e-mail do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pedindo recursos a Marcelo Odebrecht para financiar campanhas eleitorais de dois candidatos ao Senado pelo PSDB: Flexa Ribeiro e Antero Paes de Barros, em 2010. Dados bancários de Paes de Barros foram até repassados na mensagem do tucano a Odebrecht.

Paes de Barros foi presidente da CPMI do Banestado, encerrada à época sem investigar lideranças tucanas envolvidas com o esquema que mandava dinheiro para fora do Brasil por meio do banco do Paraná, depois de uma discussão entre o então presidente e José Mentor.

Ao 247, Mentor comentou que o caso da "relação de FHC com Marcelo Odebrecht, com o objetivo de beneficiar o ex-senador Antero Paes de Barros, do PSDB, com recursos para campanha eleitoral, apenas revela o comportamento do ex-presidente da CPMI do Banestado para proteger e blindar seus correligionários e beneficiadores".

"Aliás, como ele insistentemente agiu durante todo o transcurso da CPMI. Eu, na época, na qualidade de relator, apontei por várias vezes esse mau comportamento, mas tentaram minimizar como sendo apenas 'disputa política' entre o PT e o PSDB. Bom saber que, agora, a verdade veio à tona", completou o deputado.

Segundo reportagem do jornal O Globo, uma planilha paralela da Odebrecht registra a doação de R$ 100 mil para a campanha de Antonio Paes de Barros Neto em 29 de setembro de 2010, dias depois da troca de emails entre FHC e Marcelo Odebrecht.

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