Luis Miguel: candidatura Boulos é desserviço ao partido

"Tenho bastante simpatia pela figura pública do Boulos. Mas, sem ser militante e acompanhando só de longe o debate que ocorre no PSOL, acho que é um grande desserviço ao partido, a toda a esquerda brasileira e ao próprio Boulos a imposição de uma candidatura sem que se abra espaço real para que outros nomes colocados sejam levados em conta", diz o cientista político Luis Felipe Miguel

12/08/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, no Demhab. Foto: Guilherme Santos/Sul21
12/08/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, no Demhab. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Leonardo Attuch)

Por Luis Felipe Miguel, em seu facebookTenho bastante simpatia pela figura pública do Boulos. Mas, sem ser militante e acompanhando só de longe o debate que ocorre no PSOL, acho que é um grande desserviço ao partido, a toda a esquerda brasileira e ao próprio Boulos a imposição de uma candidatura sem que se abra espaço real para que outros nomes colocados sejam levados em conta. A decisão de fazer a convenção com delegados eleitos para outra finalidade meses atrás - como se a escolha da chapa presidencial fosse uma formalidade - é indigna da trajetória do PSOL.

A história parece mostrar que os partidos de esquerda têm dificuldade de manter a promessa de maior democracia interna. A proposta original do PT era essa, mas com o passar do tempo ele foi se tornando uma estrutura a serviço dos mandatos de seus dirigentes. Será triste se o PSOL, que nasceu tentando resgatar parte do projeto petista que se perdera no caminho, não resistir a essa tentação.

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