Militares querem Bolsonaro cuidando da economia e da pandemia e abdicando do radicalismo

Integrantes do Palácio do Planalto e do núcleo militar do governo destacaram que a corrida eleitoral nos EUA e as eleições de 2020 no Brasil foram sinais de que população passou a rejeitar extremos

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa - PR)
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247 - Integrantes do Palácio do Planalto e do núcleo militar do governo avaliaram que Jair Bolsonaro terá de fazer mudanças no discurso, após a derrota do presidente Donald Trump nos Estados Unidos e o resultado das eleições municipais deste ano. A informação foi publicada em reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com os militares, a população passou a rejeitar extremos. Aliados de Bolsonaro também disseram que a postura de Trump durante a pandemia foi decisiva para sua derrota.

Uma das últimas declarações mais polêmicas de Bolsonaro aconteceu no último dia 10, quando ele subestimou novamente os efeitos da Covid-19. "(O Brasil) tem que deixar de ser um país de maricas, pô", disse.

Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontaram que 78 candidatos apareceram com o sobrenome "Bolsonaro" nas urnas e apenas um foi eleito, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Jair Bolsonaro também apoiou 45 candidatos a vereador, que apareceram no "horário eleitoral gratuito" dele. Apenas sete conquistaram uma vaga no legislativo de suas cidades.

A eleição municipal teve como grandes vencedores os partidos de centro e centro-direita. O MDB liderou o ranking de prefeituras obtidas por partido. O PP e PSD, duas legendas do chamado centrão, e DEM foram as que mais conquistaram número de municípios governados pelo país.

No ranking geral, a sigla emedebista ganhou em 777 dos 5.567 municípios. Em seguida vem o PP (682). 

Outro membro do centrão, o PSD subiu de 539 para 652 em números de prefeituras.

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